Dei uma folga. Abri a garrafa de em casa e quase em estado de nirvana fui assistir o céu de Lua cheia. depois de aproximadamente uma taça e meia. Noto que minha idéia da semana que corria tinha sido piegas demais e que a da semana que entrava com feriadão tava pra chegar ainda, vôo atrasado, movimentação grande, rodovias lotadas, enfim. Faltava a fluidez pra o bendito texto. Acompanhado pelo olhar risonho de todos da casa, que acreditavam ter eu simplesmente descansado com esse comportamento segundo o meu avô, "fabuloso". Começo uma busca meio que frenética na casa pelas semanais. Tomo-as em mãos, acendo uma das lâmpadas da piscina, coloco meus óculos e começo a foleá-las. Não sei se por culpa do vinho comecei a notar a estrutura das revistas. Observei que elas tinham uma estrutura parecida de clímax e anti-clímax. Como se gerassem uma dependência do leitor à revista. Carta ao leitor, colunas, entrevista, colunas, reportagens, colunas, capa, fofoca, colunas, cultura , coluna. Note que essa estrutura agrada. São como estágios. opinião parcial; entrevista, opinião ampla; coluna familiar; indignação (no leitor); risos de meia-boca; crítica; opinião; e as críticas aos livros, filmes e livros e a coluna da última página são como um beijo de boa noite ou uma piada de improviso. Geralmente geniais, divertidas e de fácil leitura. geram apenas uma sensação agradável. Não sei se o vinho não me permitiu concentrar-se em El-Salvador, nos lobbys, na petrosal, no pré-sal ou no esquecimento do etanol do desenvolvimento sustentável e aquela conversa toda , ou no Congresso e em sua crise sem fim e sem notícia. Mas, eu precisava de um bom vinho e da noite de Lua cheia
Não pegar uma Br nesse feriado por mais de uma hora e meia tava me deixando sem graça. Tinha planejado uma corrida na praia a tarde, ou um cinema com uma companhia agradável. Tava calmo com isso, até notar que tudo ia furar. Emburreci de vez. E já me preparando pra dormir meu telefone toca.
-Rafa, tais livre hoje de tarde, brother?
-Rapaz, tava indo dormir, diz aí...
-Não velho, vou precisar buscar umas coisas em Mari, tou precisando de alguém pra revezar a ida e a volta comigo... Bora?
-Passa aqui de que horas?
Fomos num VW polo sedan comfortline, motor 1.6 que me surpreendeu com o desempenho e com uns detalhes que me agradaram muito, o chip do acelerador é sensibilíssimo, o carro é disposto, estável. O estofamento lembra o do golf. O sistema de som um home theatre. Mas além do som, outras coisas me chamou atenção. O retrovisor direito que regula-se para facilitar o estacionamento e as janelas que nos botões da porta do motorista abrem e fecham apenas ao toque. Soluções inteligentes, inovação. 160 por hora, um CD de drivesongs, dois primos conversando bobagem e umas laranjas compradas na beira da estrada que tão concorrendo pra as compras do ano.
Tem gente que fala que abrir a porta, dar lugar, falar educadamente são apenas gentilezas, outras dizem que são a coisa mais charmosa do mundo.
Hoje não mais se exige do combalido servo que tire a camisa e coloque-a sobre a poça d'água para que sua rainha passe. Mas algumas atitudes são louváveis
Li muita coisa, notei que a subjetividade aí é enorme. Gostaria de ouvir meus leitores. comentem o texto. Dêem suas opiniões sobre cavalheirismo hoje.
Meu feriado teve mergulho, um aniversário regado a sol e mar e renovação de forças.
E o de vocês?
Rafael Andrade
Um comentário:
Como diria minha avó, tudo demais é veneno. Cavalheirismo exagerado faz a pessoa parecer fingida, característica nenhum pouco nobre.
Assim como o ato de manipular verdades, a pabulagem não é uma atitude nem um pouco admirada, e quando essa vem acompanhada de mentiras, prefiro nem comentar.
Bocejar durante uma conversa além de ser um “erro crasso” é uma grande falta de educação, demonstra desinteresse na conversa. Se for inevitável, tentar disfarçar e/ou pedir desculpas é o mínimo que se pode fazer para tentar amenizar a situação e nunca tentar “remendar” com um “eu to ouvindo “ com cara de 2 de paus.
“O perfeito cavalheiro é aquele que aplica as regras de comportamento com perfeito senso de oportunidade”
Obs.: Uma boa dica de leitura sobre o tema é o texto do blog abaixo :
http://estilomacho.blogspot.com/2008/11/cavalheirismo-fundamental.html
Bjus
=]
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