sábado, 27 de junho de 2009

Tou publicando hoje ao som de Billie Jean ("...she says I am the one..."). Triste, pela morte do caricato Michael Jackson.
Meu primeiro contato real com a música de Michael foi num especial de fim de ano da globo, anos atrás. Apesar de haverem CDs dele em minha casa eu ainda não os havia escutado. Esse show foi o que de fato pode-se chamar de espetáculo. Encantei-me com o 'moonwalk' com a voz marcante, os riffs das músicas com a presença de palco. E, entre várias outras coisas, fiz meus pais saírem de casa 10 minutos antes do ano virar. Hoje questiono o que levaria um ser humano a fazer a si o que o astro fez, descaracterizar-se em busca de que? Perfeição? Uma imagem marcante, enfim. Que Michael descanse em paz onde quer que esteja. E a nós, resta a certeza de que outro como ele não surgirá tão cedo.

Deitado na cama de madrugada com a coluna toda torta não é uma maneira muito ortodoxa de se escrever, ainda por cima quando quem escreve tem mania de lápis e papel. Esse tem sido meu caso ultimamente. Desconfio que minhas idéias tenham parentesco com morcegos, quando apago minha luz para dormir elas decidem acordar e cair em minha cabeça. Como tal situação tem se tornado comum, comprei uma caneca bem "zen" (minha cara, não?!) com "energia" escrito em japonês, pra tomar café, coca-cola, guaraná em pó e meus energéticos e tentar me fazer ter mais estímulo pra escrever nessas horas. Tá sendo divertido.

O Feriado do São João.
Quem me conhece de saídas e baladas sabe e já me viu aplicar os xavecos com minha assinatura. Caracterizados como complicados e mirabolantes pela cuecada eles nunca me decepcionaram.
E, se são complicados ou não, basta que eu diga que tenho mania de querer o melhor (ou as melhores, se o trocadilho pertinente for) para mim.
Pelo simples fato de terem como objetivo principal não o ficar por um momento, mas uma maneira na qual eu ganhe a confiança da menina e a faça rir são um pouco mais elaborados. Todo mundo já me viu fazer garçom entregar moeda de 5 centavos a menina e depois de 20 minutos aparecer na mesa dela dizendo que a moeda foi dada a mim por meu avô, que ela dá sorte, que tem um valor sentimental e que eu estou a dando porque ela me passou uma energia boa, um sentimento bom. Geralmente isso tudo gera uma gargalhada geral na mesa. A consequente quebra do gelo e eu, no mínimo, acabo a noite com um telefone novo no celular e troco de mesa o que geralmente causa um problema na hora de pagar as contas. Falar mais é entregar o ouro ao bandido.
Viajei disposto a usar desses meus artifícios, desenvolvê-los, criar técnicas novas e aprender a dançar forró de verdade (e aprendi) além de curtir bastante com meus amigos.
Porém, decepcionei-me pelo aspecto de não ter havido oportunidade de xavecar de verdade. Infelizmente, não precisei. Sei bem que tem gente me chamando de maluco agora. "cara presepeiro, as meninas querendo ficar com ele e ele atrás de 'dificuldade' ". Mas é na 'dificuldade' que a gente cresce e as mulheres pra mim são uma eterna incógnita a ser desvendada. E essa 'dificuldade' pra mim é uma diversão. Vejam bem pretendo casar-me, sou monógamo e caseiro. Meu objetivo não é morrer aos 110 anos assassinado por um marido ciumento. Mas sim casar-me constituir uma família estruturada e feliz, assim como meus pais. Quando isso acontecer, minha íncógnita passará a ser o ato de desvendar a personalidade de minha companheira e fazê-la plenamente feliz. Enquanto minha companheira não aparece, desvendo-as de modo geral em busca de uma base sólida para o futuro, digamos.
A viagem foi excelente e eu sou extremamente grato pela hospitalidade. Mesmo agora tendo que aguentar menina me ligando com número confidencial perguntando se eu sei quem é, se eu lembro dela e outras coisas além porque meus camaradas saíram dando meu número a torto e a direito.
Esse texto tá chato, eu sei, já acaba. Sim, eu tive uma musa junina, é verdade. Não, não ficamos. Sim ela era compromissada. Noiva. Minha musa tinha 22 anos, faz administração de empresas e me encantou com o jeitinho tímido que tem. Chamou minha atenção pela confiança que passou ao noivo e que o cidadão tem nela. Antes de avistar o anel em sua mão direita, abordei-a fazendo graça, elogiei um piercing muito discreto em seu nariz e nós começamos a conversar, dançamos, passeamos de braços dados e apesar da amizade ser o único fruto possível de tal contato. Minha viagem foi positiva por conta dela. Exclusivamente.

Outra coisa. O saudoso modestiaapartte foi indicado a um prêmio, o TopBlog da Rede Mix Mídia (Rádio Mix). E eu tou muito feliz pela indicação, ouviram minhas preces, né Vinão? Obrigado pelo apoio de todos vocês, de coração.

Rafael Andrade

sábado, 20 de junho de 2009

Aponta o centro do campo, fim do primeiro tempo.

Antes de escrever, quero agradecer a vocês meus grandes amigos que me têm feito continuar com o modestiaapartte, tá sendo divertido escrever aqui. Em especial ao Vinão, cara, a troca de informações tem sido bastante construtiva, e a idéia de levar o blog com um toque mais pessoal tá rendendo.

Bom, fim do primeiro semestre, tomei umas decisões que me surpreenderam, fiz uma cirurgia impossível pra alguém normal na minha idade e já posso dizer que fui atleta de alta-performance de verdade, tou gostando do meu curso e esse 2009 tá melhor que a encomenda!

Muita gente, como eu, sempre quis fazer uma tatuagem. Enfim, abriu uma loja em João Pessoa de tatuagens coloridas temporárias. E de fato são muito bem feitas e parecem ser de verdade, a qualquer hora passo lá e faço pelo menos a bandeira do Brasil no braço pra ver como fica... É uma maneira de tentar desencanar minha mãe e ver se é isso que eu quero mesmo.

Tou pensando em mudar o endereço do modestiaapartte, pelo simples fato de não ser divulgado enquanto eu tiro estourando 10 pila por mês, tem nego ganhando presente da Heineken, diária em hotel 5 estrelas entre outras regaliazinhas. E com 10 pilas, a única coisa que eu fiz até agora foi comprar uma pulseirinha da ONE (que ainda não chegou), me associar à organização: http://www.one.org/ , Além de ter caído na besteira de falar disso pra meu pai que descontou o frete de umas compras no submarino. Além de o google julgar o link do blogspot como spam no orkut (o "blogspot" É do google) e não me permitir pedir que vocês cliquem nos links do google adsense (fim da página, eu não estou pedido que vocês cliquem, vejam bem) nem nos que eu coloco nos posts (que são chatos pra cacete, só coloquei o da ONE e porque eles merecem. Enfim, "passarinho cria asa depois quer voar", o que começou com uma brincadeirinha tá virando coisa séria.

Mas, continuando a idéia da tatuagem. Hoje a concepção de que tatuagem é coisa de marginal mudou muito, muita gente tatua por motivos de superação de traumas, pra homenagear alguém, ou lembrar de alguma coisa. Mas a brincadeira com a agulhinha é pra sempre e não é sensato sair rabiscando qualquer coisa pela pele. Não mesmo, o processo pra se retirar uma tatuagem, é longo, doloroso além de deixar o local da tatuagem completamente detonado por um bom tempo.
Foram desenvolvidos métodos de tatuagem definitiva que facilitam a retirada em caso de arrependimento, o problema é que o preço desses métodos é, em média, 500% maior do que o da tatuagem comum.
Então, se deu na telha de se pintar, o ideal é ir num estúdio, conversar com o tatuador, escolher bem o desenho e o local (fica a dica, se enjoa menos quando não se vê a tatuagem) depois fazer uma temporária, pra ver se você gosta da idéia.
Aqui em João Pessoa, existem vários tatuadores com conceitos e cursos com grande garantia de qualidade. Vale um papo o Jason, o estúdio dele é na Rui Carneiro, no empresarial Kairós, em frente ao GEO Tambaú. E o estúdio de tatuagem temporária é lá também. Eu já conversei com o cara e trata-se de uma figura simpatissíssima, até minha mãe gostou dele.

Por fim, queria deixar um beijo bem especial pra Hallita Amorim e o link do em futuro breve, conhecidíssimo Jornal Cabresto produzido entre amigos e de qualidade fantástica. já devorei inteiro e aprovei.

http://www.jornalcabresto.com/

Por hoje é isso, espero voltar do São João com muitas histórias.

Rafael Andrade

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tá certo que José Sarney realmente é quem nós sabemos ser, figurinha repetida no meio político nacional. Porém as palavras ditas pelo atual presidente do senado foram mal calculadas, digamos.
Vamos pensar, estamos falando do presidente de uma instituição que fala que a crise que tal instituição passa não tem haver com ele. É um pouco ilógico, não? Ainda por cima quando são arroladas em média 500 denúncias de irregularidades cometidas pela instituição que ele preside. A desestruturação do Poder Legislativo no Brasil, se acontecer, vai trazer outras desestruturações com ela. Mas mesmo que essas palavras talvez não tenham demonstrado a real vontade do senador de se defender, elas talvez tenham demonstrado despreocupação com a situação,o que talvez demonstre despreparo do homem de "anos de vida pública" além da prepotência.
As repercuções desse discurso foram maiores do que se esperava. Lula, em defesa de Sarney, disse: "Não li a reportagem do presidente Sarney (?), mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum", disse que as denúncias não têm fim e depois não acontece nada. Bom, o Lula é o Lula, dispensa comentários e essas palavras do Presidente da República dão margem a várias interpretações. Mas a intenção dele era a defesa da instituição falou em investigar a coisa como um todo em busca de a quem poderia interessar tal desestruturação. Apesar de ter defendido Sarney que além de ter praticado o famigerado nepotismo, recebe 3.800 reais todo mês de auxílio moradia. Vivendo em casa própria e com a residência do Senado à sua bendita disposição.
Tasso Jereissati apresentou ao plenário um elenco de oito medidas para serem tomadas em prol do enfrentamento da crise. Uma delas, é a saída da diretoria atual da instituição. Basicamente um plano de reestruturação administrativa da casa, essas medidas foram discutidas por nove senadores, intitulados independentes, no gabinete de Jarbas Vasconcelos.
É isso, essa história vai correr, e a gente não sabe mais o que esperar.


Bom, essa semana recebi um primo de Campinas, (salve, salve André!) foi divertido nosso período juntos, rimos, conversamos, bebemos e o rapaz voltou pra casa com uma impressão ótima. Me diverti, meu sotaque hoje tá o que se pode chamar de brasileiro, tou falando oxe, uai, nooossinhora, tu sabe, né? Além de de vez em quando falar cantando. Resultado do mix desse Brasilzão que tem no meu sangue.

Hoje tem jogo do timão, vou assistir, tou feliz igual cachorro com galeto (?) com minhas férias apesar de estar estudando . Vou viajar pra Campina Grande no São João e a espectativa pra a festa tá grande.

É isso, senhoras e senhores.
Grande Abraço

Rafael Andrade

terça-feira, 9 de junho de 2009

A mídia brasileira me orgulha cada dia mais. Não sei se tem haver com a relação um pouco conturbada dos juristas com os jornalistas, todo jurista é jornalista frustado (tou calado, tou calado) e todo jornalista se mete a jurista porque acha as decisões judiciais erradas, atrasadas, sem lógica, entre outros adjetivos bonitinhos, e ainda sai divulgando partes de decisões que ainda estão transitando em julgado que não deveriam ser divulgadas. Enfim, constantemente tenho raiva da mídia, aborreço-me principalmente quando vejo os dinossauros fazendo sensacionalismos baratos.
A boa da semana foi a queda do avião da Air France, tragédia horrível... Já acharam de divulgar as hipóteses de como pode ter acontecido o acidente, apenas previsões, já falaram em possibilidade de ter havido um seqüestro da aeronave, diversas coisas, muitas vezes sem fundamento. Até aí, possíveis causas. Tudo bem. Mas o que me irrita é divulgar o sofrimento das famílias das vítimas. É sem lógica, é chato, é feio.
A veja estampou fotos das vítimas em suas páginas, contando suas histórias, o porque viajavam. Muito triste que tenham morrido, mas tal divulgação não passa de um abuso e de mais uma maneira de fazer com que nós tenhamos a curiosidade de comprar a bendita revistinha.
Essas coisas me dão desgosto. Tal atitude de fazer do sofrimento alheio veículo de venda. É sinal de ignorância e de insensibilidade. Muitos podem ter uma interpretação errada dessa situação. Falar da frase que nos faz enxergar as oportunidades que diz que se tem gente chorando, vai ter gente vendendo lenço. Mas se pararmos para pensar, veremos que não existe comparação. Num caso fala-se da divulgação barata do sofrimento alheio, no outro, fala-se no aproveitamento inteligente das situações ao nosso redor. Os dois casos são bastante diferentes.

Bom, semana passada eu fiquei sabendo de uma promoção da L'acqua di Fiori pra o dia dos namorados. Voltada para os solteiros. Como eu não tenho namorada. Decidi participar. Já que ia ficar sem presente, tentar ganhar um perfuminho novo caía bem.
A idéia era contar um fato curioso que tenha acontecido com você na vida a dois.

Eu sou meio medroso pra filme de terror... tenho receio, não me dou bem, fico criticando as falhas do filme, digo que não teve final lógico e que perdi dinheiro. Geralmente só prestam quando tou com gente como eu. Aí vira comédia.
Continuando, uns tempos atrás, sem muita experiência fui na cabeça de uma ex pra ver um filme desses, e o filme dava medo. Não lembro da história. A memória foi deletada pra evitar frustrações (carinha medroso...). Sei que no filme às 3 da manhã aparecia um espírito, um monstro uma coisa dessas aí, e dava medo, saí do cinema atordoado e no escurinho não fiz foi nada, "broxei" mesmo, não vou mentir. Minha entrada no cinema: seis reais e cinquenta centavos, a dela, também. O milk shake que eu não tomei enquanto tava bom porque tava com medo sete reais e cinquenta. Ter sua namorada rindo de sua cara e ligando pra você todo santo dia às 3 da manhã pra lhe deixar sem dormir, não tem preço.
Pois é, chegou um ponto que eu não aguentei as brincadeiras dela.
Virei e falei, fulana, eu moro praticamente só, fiquei com medo do filme e você tá tirando meu sono por conta de suas brincadeiras.
Aí é que começa a complicação maior. Ela vira pra mim e fala, calma, Rafinha, logo que eu cheguei aqui na sua casa vi que os espíritos que estão aqui não tomam nenhuma provisão do mal.
Aí eu parei de ouvir o que ela dizia, e fiquei me questionando de onde ela tinha tirado aquela conversa.
Nem queria saber que os espíritos da minha casa eram bonzinhos, ou muito menos mauzinhos. Mas disse que eu não me preocupasse que os espíritos só apareciam pra quem eles sabiam que não lhes faria mal... (e pra quem eles farão mal)
Jurava ter me dito acreditar nessas coisas no começo da nossa relação.
Daí eu virei pra ela, chamei pra comer uma pizza e nunca mais dei notícia.
Além disso tudo, meu desafeto místico era palmeirense... Maravilha, não?

Bom, taí minha história, espero que vocês tenham gostado.
Conselho pra a molecada, procurem conhecer suas futuras namoradas antes de começar um relacionamento. Se possível, anotem as características mais inusitadas delas, que afinal é o que nos chama atenção ou o que nos fará ter pesadelos depois.
E, espero ganhar meus perfumes


Rafael Andrade