Senhoras e Senhores, antes de começar meus alfarrapos, peço desculpas, uma semana sem escrever. Estava ocupadíssimo salvando meu Coeficiente de Rendimento Escolar de um colapso total.
Mas tive uma semana divertida por assim dizer, certo dia estou eu observando meus arredores, e me ocorre que surge uma mensagem num desses sites de relacionamento nos quais eu perco meu tempo. A frase estampada no "status"... "Monogamy is cool" isso na página de um homem... fiquei intrigado com tal atitude, cruzes! Como diz meu pai, o casamento é o momento mais infeliz da vida do homem, é tanto que a noiva usa branco e o noivo, preto! Fidelidade, constância não combinam com o homem, vamos e venhamos. O cachorro não é o melhor amigo do homem à toa. Dura no máximo 14 anos. O homem sempre quer outra coisa, tá solteiro quer casar, casa, quer morrer.
Senhores, adultério é de origem grega (adulto + grande filho da...) e ocorre após alguns anos de casado quando o cidadão começa a achar sensualidade até no andar de D. Matilde, que usa o andador a 15 anos... Enfim, saúdo a atitude do meu amigo que também colocou em sua página um espaço reservado para a sua futura esposa, e nem namorada ele tinha... Afinal, isso é que é fazer investimento a longo prazo. Isso é que é não se importar com a crise.
Senhores! Já comentei com alguns de vocês que nutro um ódio sem tamanho por um dos escritores da Veja (sim, eu leio a Veja, infelizmente) mas acredito que as reportagens exibidas sejam muito à frente da minha capacidade, e eu acabo sem ser influenciado. Dia desses me chega em casa, a capa "A escolha de Ronaldo." (...) Enfim, muito à frente.
A democracia nacional cada dia sendo mais lapidada , e a veja falando de Ronaldo... (ainda bem que foi Corínthians). Por um equívoco, o ilustríssimo Senhor Cristóvam Buarque em entrevista para uma rádio acabou falando que para o povo brasileiro, por conta de comentário surgido que um plebiscito para acabar com as duas casas do congresso pudesse surgir, essas duas casas eram inúteis. E, era possível que fosse escolhido acabar com elas. Mas, o senador pediu desculpas imediatamente e comentou as mensagens que recebeu dos eleitores. Num discurso que me deixou extremamente feliz com quem toma as decisões por nós.
Mas enfim, na edição desse feriadão. Esse energúmeno populista, escreve que tá na hora de privatizar o Banco do Brasil... Quem me conhece sabe a revolução que eu fiz aqui... Senhores! Como é possível? temos exemplos infindáveis de privatizações que não deram certo, quer dizer que por conta de uma ingerência tem que privatizar? Mais uma vez, este cidadão se mostrou limitado, sem senso crítico, e que a revista é um tanto tendenciosa.
Senhoras e Senhores! Outro dia escrevo uma coisa mais construtiva.
P.S. Eu fui mal interpretado... vejam bem, eu não sou machista, acho a filosofia retrógrada não sou como os portugueses que criaram a arte nos azulejos pra que a mulher não saísse da cozinha. Meu pai me inspira para muitos textos mas pela pessoa politizada de bem com a vida e espirituosa que ele é.
Meus pais são um casal modelo daqueles que tá junto pra tudo, e se eu tivesse sido criado numa filosofia machista não seríamos como somos.
Peço vênia aos meus saudosos ilustres para aproveitar e deixar um beijo enorme para eles.
Pai, mãe, vocês são meus heróis e eu amo vocês, de verdade.
Rafael Andrade
segunda-feira, 20 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Revendo conceitos
No último dia 30 me ocorreu algo bastante inusitado. Diria até terrível. Sabe aquela mania de "guardar dinheiro debaixo do colchão"? Pois é, eu também tenho. Acontece que meu dinheirinho suado, economizado a regime de pão e água e em dias de "papagaio no arame", como diria minha avó, havia sumido. Como era de se esperar me desesperei. Gritei,. Bufei. Mas não achei o dinheiro... Meu dinheirinho, cuidadosamente colocado em seu lugar, havia sumido. E agora?
Eis que, liderada por mim, se inicia uma investigação digna de polícias internacionais na casa. Todos os moradores indagavam constantemente onde diabos tinha ido parar o dinheiro. Após uma revolução no provável local em que o dinheiro poderia estar. Começa uma parte bastante triste e que me fez pensar. As acusações. Quem poderia ter sido? Afinal, dinheiro não anda. Triste, desgastante e enojante. Condições econômicas... O velho preconceito escondido no fim do guarda-roupa em meio a poeira e a teias de aranha, sabe? Mas com um saquinho de naftalina do lado, um desses que vêm nos tênis. E infelizmente a naftalina funcionou.
Entrei em parafuso! Como é possível acusar os outros? E acusar aqueles que podem menos que eu? É horrível! Pobre do meu estômago. Mas a naftalina conserva e manteve meu preconceito em condições de funcionar. Aceitei que haviam me furtado. E eu tinha suspeitos, juridicamente chamamos isso de indícios. Mas, felizmente eram só suspeitos, eram só indícios. E graças a minha paciência fui impedido de fazer uma grande burrice, de cometer um erro terrível.
Acabou que esqueci minha mania de gostar de meu dinheiro. Afinal, aquilo já havia adquirido uma espécie de valor sentimental. Aceitei que havia perdido uma batalha. "Camarão que dorme a onda leva." Passei a me questionar quanto às condições do País, nossa realidade. Nos montes de pessoas que agora mesmo estão sofrendo sem condições de alimentar a seus filhos e a si mesmos. E eles? Como ficam? Enquanto eu planejo uma viagem para o outro lado do mundo, o que estariam eles planejando? Colocar mais água no feijão para render mais? É desgastante.
Definitivamente eu pensei com calma, observei a situação com outros olhos. Me vi num futuro não tão distante (assim espero) como um Juíz. Vi que não é um trabalho tão fácil e glamouroso como aparenta e percebi o porque do concurso ser tão difícil. Nem todos julgariam com imparcialidade, nem todos seriam capazes de compaixão e de punibilidade aos que merecem e assim precisam. Revi minha condição e percebi que vou seguindo pelo caminho certo.
Renovei meus conceitos, me senti aliviado, afinal havia refletido acima de uma experiência ruim e havia crescido como pessoa. Planejava até um discurso para os que se compadeceram de mim e um texto mais cheio de utopias revolucionárias (Che vive!). Mas, eis que como uma peça pregada pelo destino, achei meu dinheiro, num momento de despreocupação total percebi que o envelope em que eu o guardava havia escorregado pela gaveta. Engraçado, não? Matei meu preconceito, percebi que para crescer tenho que pensar e repensar e preciso exercitar ainda mais minha calma e minha paciência. E, finalmente, vou abrir uma conta bancária.
Rafael Andrade
Eis que, liderada por mim, se inicia uma investigação digna de polícias internacionais na casa. Todos os moradores indagavam constantemente onde diabos tinha ido parar o dinheiro. Após uma revolução no provável local em que o dinheiro poderia estar. Começa uma parte bastante triste e que me fez pensar. As acusações. Quem poderia ter sido? Afinal, dinheiro não anda. Triste, desgastante e enojante. Condições econômicas... O velho preconceito escondido no fim do guarda-roupa em meio a poeira e a teias de aranha, sabe? Mas com um saquinho de naftalina do lado, um desses que vêm nos tênis. E infelizmente a naftalina funcionou.
Entrei em parafuso! Como é possível acusar os outros? E acusar aqueles que podem menos que eu? É horrível! Pobre do meu estômago. Mas a naftalina conserva e manteve meu preconceito em condições de funcionar. Aceitei que haviam me furtado. E eu tinha suspeitos, juridicamente chamamos isso de indícios. Mas, felizmente eram só suspeitos, eram só indícios. E graças a minha paciência fui impedido de fazer uma grande burrice, de cometer um erro terrível.
Acabou que esqueci minha mania de gostar de meu dinheiro. Afinal, aquilo já havia adquirido uma espécie de valor sentimental. Aceitei que havia perdido uma batalha. "Camarão que dorme a onda leva." Passei a me questionar quanto às condições do País, nossa realidade. Nos montes de pessoas que agora mesmo estão sofrendo sem condições de alimentar a seus filhos e a si mesmos. E eles? Como ficam? Enquanto eu planejo uma viagem para o outro lado do mundo, o que estariam eles planejando? Colocar mais água no feijão para render mais? É desgastante.
Definitivamente eu pensei com calma, observei a situação com outros olhos. Me vi num futuro não tão distante (assim espero) como um Juíz. Vi que não é um trabalho tão fácil e glamouroso como aparenta e percebi o porque do concurso ser tão difícil. Nem todos julgariam com imparcialidade, nem todos seriam capazes de compaixão e de punibilidade aos que merecem e assim precisam. Revi minha condição e percebi que vou seguindo pelo caminho certo.
Renovei meus conceitos, me senti aliviado, afinal havia refletido acima de uma experiência ruim e havia crescido como pessoa. Planejava até um discurso para os que se compadeceram de mim e um texto mais cheio de utopias revolucionárias (Che vive!). Mas, eis que como uma peça pregada pelo destino, achei meu dinheiro, num momento de despreocupação total percebi que o envelope em que eu o guardava havia escorregado pela gaveta. Engraçado, não? Matei meu preconceito, percebi que para crescer tenho que pensar e repensar e preciso exercitar ainda mais minha calma e minha paciência. E, finalmente, vou abrir uma conta bancária.
Rafael Andrade
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