terça-feira, 5 de junho de 2012












Nos mudamos

 

 http://www.modestiaapartte.wordpress.com

Nos vemos lá!


 -Rafael Andrade

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O fetiche pelo homem casado

É muito comum algumas mulheres admitirem entre as amigas (ainda que seja um pecado mortal) que gostam de homens casados. É como se elas sentissem uma atração especial quando vêem uma aliança na mão esquerda do sujeito. A explicação mais simplista diz que ela adora uma dor de cabeça porque instiga a sua caçada feminina e a competitividade com as outras mulheres, que gosta de ficar em segundo lugar, ou ainda que a vida de amante é bem sedutora. Mas existe um código de conduta que o homem casado cumpre (ainda que ele não saiba disso) que ativa fantasias inconscientes da maior parte das mulheres. Conheça-o:

1. Ele se comprometeu
O fato desse homem ter se comprometido com sua amiga, irmã, conhecida ou uma estranha já diz que ele é um cara que não hesitou (pelo menos aparentemente) em assumir um compromisso mais sério com uma mulher. Isso confere a ele uma respeitabilidade diferenciada. Diante da horda de caras descomprometidos, malucos e sem noção que ela encontra por aí, causa um choque quando se depara com um homem que quis um compromisso estável . É quase um feito e internamente ela suspira aliviada por saber que ainda existem homens assim.

2. Ele é confiável
O cara casado costuma agir de uma maneira menos ameaçadora, predatória ou tóxica. Muitos criminosos (em especial estelionatários) costumam colocar uma aliança na mão esquerda para causar um impacto positivo de confiança sobre a vítima potencial. Sem que ela se dê conta, acha que aquele cara tem uma família, portanto presa valores como o respeito, a honra, a justiça e a proteção paternal. Note como esse efeito poderoso está inconscientemente ligado à uma pequena rodela de metal.

3. Ele está desprendido em querer agradar
O homem casado tem uma tranquilidade na interação que falta no homem solteiro. Ele já conquistou (até que se prove o contrário) a mulher que aspirava nos seus sonhos mais íntimos. O homem solteiro está barganhando sua personalidade. De acordo com o movimento da mulher, ele muda o rumo da conversa só para abrir um espaço na agenda emocional (ou sexual) dela. Para cativar a atenção da mulher, ele fará jogos e usará artifícios que aos quais o homem casado está totalmente alheio. Ele terá jogos mais sofisticados e menos mendicantes que o paquerador profissional. Essa soberania transmite um charme especial que falta ao Don Juan comum.

4. Ele está seguro de seu papel no mundo
Estabelecido em suas vida matrimonial, este homem age mais consistentemente numa direção confiante. Ele se planeja pessoalmente e antevê seus próximos passos com certa segurança. Já não está desorientado em suas escolhas ou atirando para todos os lados como o flertador. Asssim como um arqueiro experiente, não gasta flechas à toa e sabe esperar a hora certa (e quanto tempo for) para atingir o alvo. Não sofre daquela ansiedade amadora que o garoto flertador empolgadinho padece.

5. Ele é mais autêntico
Pelo simples fato de que não tem nenhum objetivo específico em mente (diferente dos caçadores que querem transar) esse cara se expressa de uma maneira menos apreensiva e condicionada. Ele conversa com a tranquilidade de quem tem seu trono conquistado. Por esse motivo ele se permite falar coisas (consideradas) impróprias num bate-papo com uma mulher e se abre com mais naturalidade. Ele fala de seus medos e seus sonhos sem ter a preocupação de agradar ou seguir o roteiro do “pica-das-galáxias”. Isso cai no gosto da mulher porque ela também se sente menos pressionada a fazer alguma pose especial. E quando uma mulher fica relaxada isso é afrodisíaco para ela a ponto de fantasiar que queria aquele colo emocional pelo resto da vida.
6. Ele olha para você como pessoa
Mulheres interessantes estão mais que habituadas a rastrear os olhares tarados masculinos. Ela sabe que quando se abaixa surge um mar de pescoços se direcionando para o seu decote recheado. Passada a fase da bagunça ela acha um pouco entediante se sentir olhada como um frango de padaria a todo momento. O homem casado (sem segundas intenções), ainda que precise conter seu instinto animal, com o tempo se condiciona a ter aquele olhar discreto e respeitoso que dá às mulheres certa tranquilidade de expressão. Ela pode agir como pessoa e se sente olhada da mesma forma. Aquela barreira da sedução está menos presente e por isso inspira uma sensação de leveza que torna os momentos ao lado dele bem divertidos e interessantes. Com a esposa ele precisa ter a preocupação de agradar e cuidar, com as demais ele pode coçar o saco em paz e por isso surge nele um charme bruto.

7. Ele é carinhoso sem ser sexual
Muitas repetem que “os homens bons estão casados” e talvez estejam casados porque não têm medo de mostrar o que sentem (nem todos). O homem casado conseguiu acalmar aquele urso que de tempos em tempos sai da hibernação, desperta e quer sua presa. Por isso ele se sente livre para elogiar quem quiser, de velhos a crianças, homens e mulheres sem parecer vulgar ou chulo. Alguma paz reconforta seu coração de caçador, e agora quer caçar experiências profundas na vida e desvendar os caminhos complexos do coração de uma mulher até as últimas consequências. Sem pressa e despretenciosamente. Ele age com uma estranha assexualidade com o resto do mundo e por isso como homem mais inteiro. Diferente do solteiro que não admite sua instabilidade e precisa fazer pose de homem seguro.

Por essas razões, sempre digo para os solteiros – ajam com a confiança do homem casado e para os casados eu digo sustentem a liberdade existencial do solteiro. Afinal confiança e liberdade não são propriedades privadas de nenhum estado civil e estão disponíveis a todos.
Para fechar, fica uma pergunta para as mulheres: esse fetiche faz sentido para você?


Texto interessante, engraçado que recentemente saíu um livro falando dos motivos pelos quais as mulherem fazem sexo, e um deles era o sexo por competitividade. As mulheres e a grande maravilha que é a cabeça delas.

-Rafael Andrade

domingo, 3 de junho de 2012

Todo homem tem um pedreiro dentro de si.


Ei, gostosa! Que pedaço de mau caminho! Ah, se eu fosse homem! Que coxão, glória a Deus.
Se você é mulher e já passou em frente a uma construção, provavelmente se familiarizou com os “elogios” que deram início a esse texto. Infelizmente, esse tipo de comentário não vem só dos pedreiros – todo homem tem um pedreiro dentro de si, que é incentivado a ganhar forças desde o tempo em que o menino ainda nem tinha sinais de pentelhos surgindo.
Eu mesmo me lembro de um fato que comprova essa teoria. Tinha 15 anos quando andava com um amigo pela rua e ao ver uma garota passando notei que ele torceu o pescoço e parou para tirar fotografias mentais de cada detalhe da bunda dela. Ele me cutucou espantado do porque eu não me contorci para olhar tamanha comissão traseira. Eu respondi: “prefiro peitos, já olhei o que queria olhar”. Demos risada, mas eu sai com aquilo na minha cabeça: será que sou um tarado sem coração?
Anos mais tarde, eu tive a chance de me sentir do outro lado. Queria vender meu carro e fui numa feira com um amigo e ficamos dentro dele esperando um interessado. Nessa hora pude notar o olhar dos caras que passavam olhando o carro e o preço. O carro para todos eles era apenas um objeto. Eles jamais conseguiriam perceber o apreço que eu tinha por ele ou todas as histórias que já tinha vivido com meu amigo automobilístico. Ele era visto apenas como mais um entre tantos outros, totalmente sem personalidade. E então pude sentir, por alguns instantes, como é a sensação feminina de ser enxergada como um pedaço de carne ambulante pelos homens.
Temos culpa no cartório. Fazemos isso o tempo todo – da caixa do banco, à mãe do nosso melhor amigo (se rolar um decote bem servido), quiçá a nossa mãe (se ela fosse a Solange Frazão). Estamos sempre procurando uma chance de ver alguma mulher pagar peitinho, abaixar de mais o decote, mostrar o cofrinho, cruzar as pernas, abrir as pernas no ônibus, metrô ou coisa do gênero. Muitos vão mais longe e tiram uma casquinha com aquela encoxada básica ou sapecam uma foto com o celular no meio da muvuca do ônibus.  Mas o ponto é – o que de fato estamos procurando nessa excitação momentânea de nossa visão?
Com a profissão de psicólogo tive que descondicionar meu olhar, afinal, nenhuma mulher naquela situação de fragilidade gostaria de ser olhada por um profissional com uma cara de tarado à cada movimento delas. Imagine um olhar de ginecologista olhando muitas vaginas por dia. Com exceção das senhoras caidonas e as crianças, pense na quantidade de mulheres interessantes que abrem as pernas para ele por horas à fio. Se ele ficar salivando a cada papanicolau realizado nunca terá retorno das pacientes. As mulheres pagam aquele especialista para olhar para suas vaginas e só isso, sem mão boba ou segunda intenção. Sou um ginecologista da mente e me recondicionei para atender uma mulher acima de tudo como um ser humano.
E tem gente que afirma que toda mulher gosta de ser desejada. Isso é um fato. Mas mesmo quando querem ser desejadas, as mulheres esperaram que as vejamos como um todo. Até porque, peitos e bundas podem ser encontrados em cada esquina. Uma mulher interessante em diversos fatores, não. Os homens podem entender um pouco dessa frustração quando percebem que uma mulher está com eles somente pelo fato de pagarem a conta. Elas os vêem como bolsos ambulantes, assim como os homens as vêem como bundas que fazem parte de um corpo qualquer.

Já ouvi tantas catástrofes emocionais vindas de fisionomias de modelo que  comprovei que é possível olhar uma mulher para além dos prazeres sensuais. Isso me ajudou muito a diminuir confusões nos meus relacionamentos amorosos. Quantas vezes a dor de cabeça de uma mulher realmente é só uma dor de cabeça? Quantas vezes você já não dormiu emburrado depois de ouvir isso e sequer questionou se ela estava incomodada com algo? Será que já você olhou para a sua mulher para além da vagina e tentou entendê-la como uma pessoa que precisa de sua ajuda? Imagine se você estivesse com uma dor nas bolas insuportável e ela tentasse chupar você. Totalmente desconfortável. Já conseguiu tentar agir com ela sem desenvolver a estratégia do “vou aguentar ouvir a ladainha dela só para ver se consigo apertar seus mamilos”?
Quando o cara deixa de pensar no seu umbigo (ou no seu pau, melhor dizendo) e consegue dialogar com a mulher com a qual divide a cama num ponto de vista humano, o relacionamento sobre de nível. Não acho que seja simples, fácil, nem me acho um cara especial por conta disso. Não é negar ou reprimir a natureza animal sob pretexto de ser puro ou superior, mas agir com os impulsos sem ser impelido a reagir por eles. É ser capaz de fazer uma escolha, como qualquer instinto que atua em nós.
Para finalizar, deixo um desafio para meus amigos homens – tentem passar 7 dias num jejum instintivo. Treinem seus olhares para ver as mulheres como seres humanos em vez de gostosas ambulantes. Observem as experiências, novas percepções e resultados que vocês terão a partir disso. Depois não esqueçam de nos escrever contando como foi.
  
Casal sem vergonha 

-Rafael Andrade 

Não beba sozinho.

Se você costuma fazer isso, tenho que dar uma notícia, provavelmente você depende do álcool para se divertir e relaxar. E isso não é bom.


Então, meu caro, dia de domingo, o Brasil levando uma pisa do México e você sozinho em casa, com uma cerveja na mão, bebericando pra se distrair. Sério? 

Vai me dizer que essa situação não é deprimente? As bebidas alcoólicas, e eu não vou discutir as causas de dependência, foram criadas para serem consumidas em grupo, sociabilizando-se, para aguçar o sabor de alguns pratos culinários (e para serem consumidas com moderação). Você sabendo dessa história, em casa, tira aquela garrafa de whisky de seu armário, coloca uma dose e bebe assistindo temperatura máxima. Por que queria relaxar. Cá entre nós, melhor você relaxar no facebook, almoçar e ir coxilar e guardar seu whisky para mais tarde, momento no qual você convidará seus amigos para casa. Mas seu objetivo será conversar, bebericar seu 12 anos vai ser um prazer a mais. 
O alcoolismo é causado a partir do momento em que a pessoa passa a depender da bebida para se alegrar, para sentir prazer, para viver. É bem deprimente, mas sem meias palavras, beber sozinho é isso. Inexiste coisa mais deprimente do que desperdiçar uma boa gelada apenas para saciar uma vontade de se sentir alegre. 

Porra, se for assim, melhor assistir o filme do Pelé.

-Rafael Andrade

Curta com outras pessoas, seja feliz sendo você, você não precisa de nada para isso.

Medite

Quantas coisas você faz em seu dia que lhe deixam conectado a si mesmo? 

Quantos minutos você passa relaxando sua mente?

Eu comecei a meditar por volta dos 14 anos, levado pelas artes marciais, me achando o Bruce Lee. Depois disso veio minha adolescência e o Ohm surgiu com toda a vibe regueira (não me orgulho dessa fase). Mas meditação fez parte de minha vida e de um mês pra cá, voltei a praticá-la. Você devia começar.

Pare por 10 minutos

Fique nesse tempo sem se entreter ou se ocupar com nada, concentre-se em sua respiração sem tentar controlá-la. Deixe sua mente relaxar. Exercite o órgão mais poderoso do seu corpo.

Meditação consiste em se concentrar sem perder a calma, eu pratico a meditação por intermédio de mantras, minha mente é hiperativa, é necessário que eu me concentre para poder relaxá-la, com o tempo, uso apenas três palavras até atingir o nada. É bem simples.
Meditação, em sua tradição em sânscrito significa cultivar, cultivar a mente e o coração em busca de uma felicidade realista, uma vida tranquila. Então como um agricultor que se dedica ao solo, você se dedicará à sua mente, à sua saúde mental. Muita gente fala que a felicidade vem do externo, a meditação é o encontrar dessa felicidade internamente, no coração e na mente. Interessante, né?

Que tal começar?

Relaxe, sem contrações, sem tensões, respire sem esforço. Assim busque uma tranquilidade interna, uma calma, uma serenidade. Vá devagar, de forma que você não se distraia, não se agite. Busque cultivar uma calma mental.

Assim é possível desenvolver clareza e vivacidade, é possível, apenas com a maior concentração na respiração enquanto meditamos, desenvolver uma mente calma, é possível focar mais no relacionamento com os outros sem ser pego por pensamentos próprios e assim é possível se atingir uma felicidade maior. A proximidade com outro ser senciente, sem o egoísmo naturalmente causado pelos receios naturais, a atenção maior ao outro lhe trará bons sentimentos, e assim você atingirá uma felicidade interna sem tentar e viver tentando encontrá-la e ligá-la diretamente a coisas externas.


-Rafael Andrade

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Não fique metido com cerveja.

Sylvester Stallone teve uma infância difícil; já com o roteiro de Rocky pronto teve que vender o cachorro pra pagar contas, foi homem e nunca desistiu. Ser homem. tá aí pano pra manga.

 

Hoje, para nossa alegria e graças ao capitalismo temos disponíveis as mais variadas marcas e tipos de produtos do mesmo seguimento, é só chegar e escolher o que lhe mais agrada e aproveitar. Você compra o que quer e ninguém vai chiar se você quiser pagar quanto quiser pagar numa camisa. A opção é sua.
Mas, e a cerveja?
Aaah, a cerveja... Líquido produzido a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada. Acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas feitas pelo homem. Responsável por amizades, encontros, reencontros, alegrias, vergonhas, ressacas, e mijadeiras infinitas. A loira com colarinho que esfria dias quentes e que refresca e reidrata baladas sensacionais. A cerveja.
Imagine a seguinte situação, você e seus amigos numa mesa de bar. Alguém pede uma cerveja, uma daquelas de doer a testa; um de seus amigos, quando a cerveja chega, faz cara feia, chama o garçom e pede outra marca, só pra ele. Pois ele não gosta daquela ali. PUTAQUEPARIU,NÉ?
Se você parar pra pensar no que eu acabei de escrever, esse cara acabou de cagar com o encontro dos amigos. Cerveja foi feita pra regar conversa, e pra ser tomada gelada. Não pra ser motivo de comparação, você não é nenhum degustador de cerveja muito menos um mestre cervejeiro. E pra conversar com seus amigos você não precisa de uma carlsberg. Você precisa molhar o bico.
Portanto evite ficar metido quanto a cerveja, tome cerveja pelo prazer. Tome cerveja pensando nas filosofias que as propagandas de cerveja passam. Tome cerveja para aproveitar o momento.
E tome cerveja. Não me venha com tomar Heineken, Stella, Buddweiser, Carlsberg ou o inferno sabe lá o que.

-Rafael Andrade

-Vamos tomar uma Stella? Pfff

-AAh, e o cachorro, Depois de vendido o roteiro de Rocky, a primeira coisa que Sly fez foi comprá-lo novamente. Pagou 15.000 dólares pelo animalzinho que ele teve vender por cinquenta, e ainda prometeu uma ponta no filme pra o cara que tinha comprado o cão. E de fato, em Rocky I, tanto o cão como o cara aparecem.

Clint Eastwood fez 82 anos.

Clint Eastwood é uma personalidade que deveria ser conhecida por todos os homens, meu ídolo, espelho de hombridade sem firulas, o mito foi entrevistado pela Esquire um tempo desse, tá aqui um trecho da entrevista traduzida em que ele conta em parte como foi sua vida, sem frescura, sem palhaçada, feito homem.

“Em primeiro lugar, eu era mais alto do que a maioria das crianças. Em segundo, estávamos sempre nos mudando. Redding. Sacramento. Pacific Palisades. De volta à Redding. Sacramento. Até Hayward. Niles. Oakland. Então estávamos sempre na estrada e eu sempre era o garoto novo na escola. Os valentões sempre pensavam, “chegou esse grandão mal-encarado, vamos derrubar ele”. Sabe como as crianças são. Temos que testá-lo. Eu era um garoto introvertido. Mas muito da minha infância foi gasto socando esses valentões.
Eu tinha um pressentimento que “Faça meu dia” iria ressoar, como foi em “Está se sentindo com sorte, punk?”, no primeiro filme.
Ainda tenho isso, muito.
À medida que envelhece, não tem medo da dúvida. Dúvida não é conduzir o show. Você joga fora toda a própria pena.
O que podem fazer com você depois que chegou nos 70?”
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Fodão. Mas humano, como todos nós.
“Até mesmo nas aulas de gramática te ensinavam a ir com sua primeira impressão. É como múltipla escolha. Se começar a ir e voltar, nunca vai se convencer de nada e vai acabar fazendo a escolha errada. É só uma teoria. Nunca li estudos sobre. Mas acredito nisso.
Como Jerry Fielding costumava dizer, “Chegamos até aqui, não vamos estragar tudo pensando.”
Meu pai teve uns dois filhos no começo da Grande Depressão. Não havia muitos empregos. Não havia muito seguro-desemprego. As pessoas mal seguiam em frente. Elas eram mais fortes.
Vivemos em uma geração maricas agora, onde todo mundo se acostumou a dizer, “Bem, como lidamos com isso psicologicamente?”. Naqueles dias, você simplesmente socava quem fosse e aguentava. Mesmo se fosse mais velho e pudesse te dar uma surra, pelo menos você seria respeitado por revidar, e te deixariam em paz.
Não sei se consigo dizer exatamente quando a geração maricas começou. Talvez quando as pessoas começaram a se perguntar sobre o significado da vida.
Se tivesse tido boa disciplina, poderia ter entrado no ramo da música.
Lembro de ter ido a uma gigantesca queda d’água numa geleira da Islândia. As pessoas estavam numa plataforma rochosa no alto, observando. Estavam com seus filhos. Havia um local que não estava selado, mas tinha um cabo que impedia as pessoas de avançarem após certo ponto. Pensei comigo mesmo, “Sabe, nos EUA eles teriam selado aquele local com cimento, cercas e concreto, porque teriam medo de que alguém caísse e advogados aparecessem.” Lá (na Islândia), a mentalidade era como na America, nos velhos tempos: se você cair, é estúpido.
Meu pai morreu subitamente aos 63. Simplesmente caiu morto. Por um bom tempo depois, iria me perguntar: “Por que não o chamei para jogar golfe comigo mais vezes? Por que não passei mais tempo com ele?”. Mas quando está tentando chegar lá, você esquece e deixa essas pequenas coisas de lado. Te dá um certo arrependimento mais tarde, mas não há nada que possa fazer à respeito. Então apenas segue em frente.”
Pequeno detalhes são de menor importância. Vamos seguir com o que de fato importa.
O que aconteceu foi que estava indo à faculdade em 1950. LA City College. Um cara que conhecia estava fazendo aulas de atuação nas Quintas à noite. Ele começou a me contar sobre todas as lindas mulheres e disse, “Porque não vem comigo?”. Então provavelmente tinha outras motivações além da vontade de me tornar um ator. E com certeza, ele estava certo. Havia muitas delas, e poucos homens. Pensei, “É, precisam de mim aqui.” Acabei contratado pela Universal.
As pessoas amam velho-oeste em todo o mundo. Há algo fantasioso sobre um indivíduo lutando contra os elementos. Ou mesmo caras maus e os elementos. É um tempo mais simples. Não há leis organizadas e outras coisas.
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“Se quer uma garantia, compre uma torradeira.”
Ganhar as eleições é algo como boas-notícias, más-notícias. Okay, você é prefeito. A má notícia é: agora você é o prefeito.
Você deve realmente conhecer alguém, realmente se tornar amigo. Digo, minha esposa é meu amigo mais próximo. Claro, sou atraído por ela de todas as maneiras possíveis, mas essa não é a resposta. Porque já fui atraído por outras pessoas e não conseguia mais suportá-las após um tempo.
Tenho filhos com outras mulheres. Tenho que dar a Dina o crédito por juntar todo mundo. Ela nunca teve aquela coisa de ego da segunda mulher. O instinto natural poderia ser de matar todo o resto. Sabe, a mentalidade de mulher das cavernas. Mas ela uniu a todos. É amigável com minha primeira mulher, com minhas ex-namoradas. Ela saiu de seu caminho pra nos unir. Foi de extrema influência em minha vida.
À medida que envelhece, gosta de crianças bem mais.
Não, não preciso praticar aquele ruído. Você apenas faz. Quando está no personagem, está no personagem. Não fica lá pensando, vou grunhir aqui ou aqui.”
“É por isso que não ensaio muito e costumo gravar bastante de cara. Tenho ideias sobre quero levar o personagem, e acabamos seguindo juntos.
Você observa Velázquez em seus anos negros e se pergunta, “Como diabos ele ficou daquele jeito?” Tenho certeza de que ele não disse a si mesmo, “Estou em meu período negro agora, então vou pintar desse jeito.” Ele apenas fez. É aí que a verdadeira arte tem a oportunidade de acontecer.
Menina de Ouro ganhou o Oscar. Foi ótimo. Mas você não mergulha nisso. Muitos filmes fantásticos não ganharam o Oscar, então não tem tanto peso. Cartas à Iwo Jima foi indicado. Não ganhamos, mas ainda assim foi um filme tão bom quanto consigo fazer. Merecia menos do que algum outro filme? Na verdade não. Mas há outros aspectos que entram. No final das contas, deve ficar feliz com o que realizou. É onde está.”

-Rafael Andrade

A Traição nossa de cada dia.

Acordar cedo, tomar banho, sair correndo para pegar o metrô. Chegar no trabalho às 9h, sair às 12h para um suposto almoço, fazer uma ligação e entrar no motel com uma desconhecida. Voltar pro expediente, chegar em casa e dar um beijo de boa noite na mulher ou namorada. Essa é a rotina de muitos homens que conheço. E essa naturalidade gigante com que a traição é tratada vem de um princípio clichê feminino (e deveras masculino): homens são todos iguais e não valem nada, portanto traem.

De início eu pergunto: é inerente ao homem a condição de traidor?

Cada vez mais vejo amigos justificando o fato de não quererem romper com as supostas namoradas perfeitas, mesmo acharem a relação sem graça. Aquela coisa meia-boca que deixa a vida sexual meia-bomba e por aí vai. Mas isso é natural. Não que justifique como certo ou errado, mas é natural. Seguindo uma linha simples de raciocínio, a gente consegue entender porque a traição é encarada como uma coisa normal e que pode vir a fazer parte de toda e qualquer relação: antes daquele relacionamento, ele sentia tesão por outras pessoas. O tesão por outras pessoas não morreu quando se aceitou tomar parte de uma relação mais séria. Ele só abre mão da liberdade do pau louco porque tem outros motivos que o fazem dar mais valor à mulher/namorada do que o sexo com outras.
Homem é um ser prático que prefere manter os outros aspectos do relacionamento como estão e saciar esses desejos sexuais com outras mulheres, principalmente prostitutas, pela falta de envolvimento pessoal e emocional. É coisa de moleque? Pode ser. É coisa de quem não presta? Também pode ser. Mas o real motivo pelo qual traições ocorrem é a falta de comunicação e o comodismo, em um senso bem estrito. Relações mais longas tendem a cair na rotina e fazer com que uma das partes (ou ambas) perca o tesão na outra. E daí, aquela coisa chamada senso prático e o instinto visual masculino que acha que uma trepadinha não faz mal a ninguém e não vai mudar o seu relacionamento guardado numa redoma de vidro. Por mais que pareça bobo pensar assim, uma ereção causa deslocamento sanguíneo de algum lugar e o aumento da adrenalina no corpo (e daí surgem as brincadeiras sobre falta de oxigenação cerebral e homens pensando com a cabeça de baixo). Culpem a testosterona. A gente pensa menos e age mais. Mesmo que a gente se arrependa depois, o caráter e o estado da relação é quem vai dizer o que acontece a seguir.
No geral, os relacionamentos que não possuem diálogo ou são moralistas demais na cama acabam por amornar. Sexo não pode ser morno, senão esfria facilmente. É cumplicidade. É chegar pro outro e dizer: “Olha, eu gosto quando você vem por cima e de lado. Mas me machuca ficar de quatro”. É dizer pra namorada que adoraria um anal com ela e que vocês podem ir tentando até ela se sentir confortável. É disso que a gente sempre fala, que parece óbvio e que a maioria dos casais não entendem: se não houver sinceridade, a coisa desanda.  Às vezes, me parece que casais tratam as coisas de modo inverso: quanto mais intimidade tem com o parceiro, maior tende a ser o pudor na cama. Se fosse uma desconhecida num sexo casual, ele faria mais o que tivesse vontade do que pensaria o que pode pegar bem ou não porque tem uma vida a dois.
E eu volto pra questão feita: traição é inerente ao instinto masculino? Não. Por mais que a gente tenha algumas facilidades e condições físicas que incitem a traição, ela é completamente abrangente aos dois sexos. Homem trai, mulher trai. Com naturalidade ou não. Na cara de pau ou não. E os motivos são variados e vão além do que foi falado aqui. A traição nossa de cada dia tem mais a ver com o que a gente pensa e como a gente pensa sobre sexo num relacionamento. Quebrar aquele tabu numa Era moderninha ainda é difícil, por mais fácil que aparente ser. A naturalidade com que a rotina de alguém que trai é tratada deveria ser a naturalidade com que sexo a dois é tratado. E se você se espantou de cada com essa rotina, talvez sexo ainda seja um assunto que espante você.

Casal sem vergonha

O segredo é conversar, sério.

-Rafael Andrade

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O blog tá sendo atualizado com mais frequência e eu tou divulgando assuntos diferentes a cada dia. 

Espero que estejam gostando das atualizações.

  

Como aumentar o peso do supino?

Um dos erros mais comuns na academia está na execução do pai dos exercícios para membros superiores, o supino. Isso se deve ao fato de que, erroneamente, ele é tido como medidor de força. Por conta disso, qualquer novato de musculação, nos primeiros treinos se preocupa logo em aumentar o peso no supino. Fazendo isso, ele esquece de outros exercícios e caga a execução.
Mas deixando minhas reclamações de lado, eis as dicas para melhorar a execução do supino e aumentar o peso.

1º deite com a barra alinhada com seus olhos. Essa posição permite o controle da execução, assim, os músculos sinergistas serão melhor recrutados.

2º pressione sua cabeça no banco, faça força. Esse movimento dispara alguns sensores neuromusculares que estimulam seu corpo para gerar força explosiva - o objetivo do supino é trabalhar as fibras responsáveis por esses movimentos explosivos.

3º recolha suas escápulas e ombros para trás (contraindo o trapézio) assim, você diminui a amplitude do supino, e aumenta o isolamento da musculatura do peitoral; assim você exigirá menos dos músculos menores (tríceps e deltóide) e poderá pegar mais peso.

4º após encostar a barra no peito, na subida, para completar o movimento, quando você cansar; concentre-se em empurrar a barra para cima, isso diminuirá a tensão e facilitará a execução, pois o movimento ficará concentrado na musculatura dos tríceps.


Essas dicas foram dadas por profissionais de levantamento de peso, campeões de supino de verdade, e são válidas. Outra coisa, supino é batendo a barra no peito, em média 1cm abaixo da linha dos mamilos. diferente disso é palhaçada.


-Rafael Andrade

Seu tempo é precioso. Pare de assistir TV.



Sendo sincero, não lembro da última vez que eu sentei e assisti tv, não sei se realmente faz tempo, ou se da última vez que eu parei para fazer isso, o programa era realmente ruim e eu desisti.
Vamos e convenhamos, não temos programas bons o bastante para assistir hoje (youtube), e até os noticiários não estão mais valendo a hora que duram, ou os horrores que custam as propagandas em seus intervalos. A grande maioria desses jornais é vendida, a gente não sabe mais em quem acreditar. um diz uma coisa, o outro desmente e o brasileiro, mais uma vez, é o idiota da história.
Mas esse não é o ponto desse texto. Quando uma coisa é escassa, o homem tende a gerar nela um grande valor, hoje, tempo é vendido a preço de ouro. Agora imagine se nós soubessemos quanto tempo durariamos aqui? Acredito que muitas coisas seriam desconsideradas antes de realizarmos aquela viagem dos sonhos, e de fato a realizaríamos, muitas coisas seriam desconsideradas antes de matermo-nos em ociosidade e preguiça e muitas coisas seriam consideradas antes de agirmos inconsequentemente. Se soubessemos de nossa validade, seriamos menos frustrados. Estimulantes sexuais e anti-depressivos deixariam de existir e os homens fariam suas vontades, cuidariam de seu bem-estar, enfim.
"Quando não aproveitamos nosso tempo de maneira efetiva atraímos pobreza e desgraça". Ora, tempo é dinheiro. Como eu vou desperdiçar dinheiro? Preguiça, de fato é um pecado; ócio é loucura, é rasgar dinheiro.
Eu tenho tvs em casa, tenho uma tv grande na sala, sem antena ligada a ela, serve apenas para assistir filmes e jogar video-game, cuidamos de nossa sanidade assim.
Cancele sua assinatura de revistas semanais (leia o Modéstia à Parte) cancele sua tv, leia as notícias na internet e pesquise sobre a veracidade das que lhe interessam. Aproveite seu tempo e seu dinheiro. Quando acordar, passe 5 minutos ouvindo uma boa música, estique todas as extremidades do seu corpo e tome um banho frio. Seja feliz.



-Rafael Andrade

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Proibido ser morno.

Hoje acordei cheio de vontades, engasgado com meus tantos anseios. Ainda na cama desejei ser um galã à moda antiga e quem sabe enviar uma carta apaixonada para bem longe, só pelo prazer de esperar ansiosamente por uma resposta construída com palavras imprevisíveis. Abri os olhos com a ânsia gritante de recrutar amigos, dos mais sem vergonha, e fazer com eles minha primeira serenata, dessas que começam com pedra atirada na janela e terminam em aplausos solitários e lágrimas caindo de surpresa sobre o parapeito do meu peito, água derramada pela mulher descabelada, que envergonhada mostraria todos os dentes num sorriso impossível de ser guardado para mais tarde.
Hoje despertei arrependido pelas tantas portas de carro que deixei fechadas, com medo de ser cavalheiro em demasia, de fachada, a ponto de parecer mal-intencionado num mundo que atropelou tanta gentileza do passado. Acordei sem conseguir engolir as muitas vezes que cheguei à casa dela de mãos vazias, quando o que mais queria era ter sido portador de um buquê com rosas bem tagarelas, que infelizmente deixei caladas, intocadas na vitrine da floricultura.
Hoje chorei por ter perdido os versos que a vida me obrigou a esquecer antes mesmo que eu pudesse escrevê-los em algum guardanapo de boteco, SMS etílico ou no coração alado de alguma mulher que por ao menos uma noite foi inteira minha. Hoje sorri quando me vi no espelho e em meio à minha barba escura percebi um solitário fio branco, a prova irrefutável de que estou envelhecendo, aprendendo a perder tudo que tenho para quem sabe um dia, poder ensinar algo sobre ganhar o que me falta.
Hoje comemorei com fogos de artifício e champagne as minhas incontáveis derrotas, as inúmeras vezes que passei longe do pódio e nem ao menos pude estimar o peso daquele troféu. Celebrei os gols praticamente feitos que perdi em cima da linha do pênalti, os socos dos quais não fui capaz de esquivar e principalmente, as vezes que subestimei meu adversário e felizmente percebi minha falta de modéstia enquanto superestimava-me. Aplaudi esses tantos tombos com a certeza de que foram eles que me lecionaram o sabor perigoso da vitória e todo o risco presente nas medalhas de ouro que carregamos no peito, como se vestíssemos uma armadura dourada de orgulho.
Hoje cantei Sinatra no banho e sem me importar com meu desafino fiz do xampu microfone, como se pelado eu trajasse chapéu e gravata borboleta, mais que isso: como se de dentro do meu box de vidro transparente eu pudesse enxergar o mundo todo do meu jeito, “My Way”, feito de muita poesia e folhas em branco, prontas para receber a tinta fluorescente dos meus insaciáveis desejos.
Hoje acordei fervendo, com febre de viver e uma incendiária certeza: para abrir os olhos de verdade, não é permitido ser morno. Não importa com qual pé pisará primeiro quando resolver sair da cama e do coma, apenas pise forte e mantenha seus passos com fome, o mundo está ali para que você o devore já! Não espere tanta coisa esfriar.
Ser morno é caminhar em cima do muro, é esperar o tempo passar sem passar pelo tempo. Ser morno é segurar a cintura dela com a mão frouxa, é fazer sexo sem entregar-se até colocar fogo no colchão. Ser morno é desejar coisas medianas e saciar a vontade com coisas menores ainda. Ser morno é fazer striptease pela metade, penetrar pela metade e amar pela metade. Ser morno é estar sempre meia-bomba e não deixar nenhum estilhaço cravado no mundo. Por mais masoquista que pareça, prefira aquilo que queima e inevitavelmente marca – essas são as coisas que, no futuro, te farão olhar pra trás e constatar que a vida valeu a pena.

Casal sem Vergonha



Apontamentos sobre o crime de dirigir embriagado.

O Stf fala em perigo abstrato ou presumido no crime, admitindo perigo à segurança do trânsito. Mas torna equivocada a interpretação das normas do CTB ao diferenciar a infração Administrativa do Crime.

 Como se pode observar na legislação disposta abaixo, os dispositivos se confundem. A única diferença entre as normas é que ao tratar do crime o Código de Trânsito Brasileiro trata de uma quantidade específica de decigramas de álcool no sangue do infrator. 

Além disso, a infração administrativa apenas exige que a pessoa dirija sob efeito de álcool, no crime, é faz-se necessária para sua caracterização a direção perigosa. Essa diferenciação e a necessidade de se comprovar a existência da direção perigosa são necessárias pois o crime de dirigir alcoolizado admite a pena de prisão.

Daí a se pensar: "Dirigir embriagado é crime?" - Depende. É se a direção gerar perigo a outrem.


O Art. 306, falando em seu texto dos decigramas de alcoolemia, passa a exigir o uso do bafômetro para a sua tipificação, portanto, não tendo feito o infrator o teste (é opcional) apenas poderá ser parte em processo administrativo, e não criminal.


CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO

CAPÍTULO XV - DAS INFRAÇÕES
(...)
Art. 165.   Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008) Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)

Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses; (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)

Medida Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação. (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
Parágrafo único. A embriaguez também poderá ser apurada na forma do art. 277.

CAPÍTULO XIX - DOS CRIMES DE TRÂNSITO
(...)
Art. 306. Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de  álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
Parágrafo único. O Poder Executivo federal estipulará a equivalência entre distintos testes de alcoolemia, para efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008) 




-Rafael Andrade

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ditadura da eterna juventude

Tanto as crianças quanto os adultos e os idosos tornaram-se reféns da utopia jovem, uma miragem de beleza e felicidade inatingíveis, produzida e vendida em escala industrial.


Alguns domingos atrás, descobri a existência de Julie Lourenço, a garotinha de quatro anos que estourou no YouTube ensinando “técnicas” de maquiagem para festa (em poucos dias, quatro milhões de acessos). O que era para ser apenas um momento de descontração acabou se transformando numa experiência intelectual interessante.
Por trás da aparente simplicidade, o vídeo de Julie é um valioso exemplo da sinuca de bico em que, culturalmente, estamos todos metidos.
Intolerantes com o envelhecimento e brutalmente insensíveis com a experiência infantil, vivemos um processo de jovialização da cultura, no qual o ideal de juventude predomina socialmente como modelo, algo como um patamar a ser atingido e sustentado, indefinidamente, custe o que custar.
Conversando com outras pessoas a respeito do vídeo, colhi opiniões diversas. Afinal, seria motivo de orgulho a exposição de uma criança que, aos quatro anos de idade, já se mostra contaminada pelo imaginário “fashionista” que pertence (ou, ao menos, deveria pertencer) exclusivamente aos adultos?
Por outro lado, não é da natureza da criança eleger os mais velhos como espelho? O que seria mais preocupante, o fato de Julie maquiar-se como um adulto ou o valor excessivo que os próprios adultos atribuíram para a atitude de Julie? (Curiosamente, quase ninguém questionou a veracidade do vídeo).
Não é raro toparmos com adultos pouco habilidosos quando o assunto é criança. O excesso de proteção assim como a completa falta de discernimento diante das peculiaridades e limitações infantis são erros bastante recorrentes – por vezes, até constrangedores. A infância deve ser vista sem moralismos, longe dos “lugares comuns” que cercam o debate em torno das diferenças que separam crianças, adolescentes e adultos. Aliás, é justamente essa distinção que vem se tornando, ao longo dos anos, cada vez mais difícil de ser identificada. É como se os limites entre uma fase e outra, do ponto de vista comportamental – não etário –, estivessem ficando diluídos.
Talvez seja a uniformização dos comportamentos e sua consequente diluição das diferenças uma das chaves para compreendermos o processo de jovialização da cultura. O simples fato de Julie maquiar-se, por si só, já configura isso. A maquiagem específica para festas é um recurso de sedução, pertencente ao “mundo adulto”, que se realiza como técnica de jovialização e erotização. No momento em que uma criança incorpora tal recurso, inevitavelmente perde parte de sua identidade.
Entretanto, o estereótipo de femme fatale não se concretiza no rosto de Julie. Ao contrário, a maquiagem imperfeita produz uma metáfora sutil, cômica e singela da liberdade infantil. Tal delicadeza teria ressonância dentro de nós, adultos, e seria capaz de conduzir-nos à inocência perdida, nostalgia de um tempo que não volta mais? Seria possível que a imagem de Julie borrada nos olhos e nas bochechas, inconscientemente, nos recordasse a figura lúdica, levemente grotesca e repleta de simpatia dos palhaços? Admirar Julie corresponderia ao desejo de revisitar a própria infância?
Do ponto de vista formal, há fortes indícios de que o vídeo pode não passar de uma grande farsa. É notável, por exemplo, o processo de edição ao qual foi submetido antes de cair na rede. Não faltam interrupções no andamento da narrativa de Julie que, curiosamente, aparece a cada corte com os olhos cada vez mais borrados. Estaria a criança sendo dirigida e maquiada durante a filmagem? Seria apenas uma jogada de marketing na qual a mãe – maquiadora profissional – usaria a filha para indiretamente divulgar o próprio trabalho?
É preocupante, mas a imensa maioria de internautas que se sensibilizou com o vídeo sequer desconfiou da espontaneidade de Julie. Este é um dos pontos principais. Quem garante que o motivo da repercussão não seja a maneira aparentemente ingênua e espontânea com que a garotinha investe-se da posição não somente de adulta, mas, sobretudo, de especialista em maquiagem (evidentemente sem sucesso, levando-se em conta parâmetros profissionais)?
As possibilidades são muitas. Na tentativa de ser adulta, Julie reforça ainda mais sua condição de criança? Ao contrário, na tentativa de manifestar-se como criança, revela sua adesão à mentalidade adulta? Nem uma coisa nem outra, mas apenas manifestação de espontaneidade? Ou melhor, não seria o rosto infantil de Julie extravagantemente borrado uma espécie de escudo, frágil tentativa de proteção contra a erotização exacerbada e juvenil que aflige tanto os adultos

Infância na História

Um pouco de psicanálise e história talvez sejam úteis para a compreensão do que pode estar em jogo no vídeo de Julie. Para Freud, a pessoa é o que é porque, embora constantemente retocável, teve o desenho de sua personalidade forjado durante a infância, sobretudo em seus traços principais. Em outras palavras, pelo menos parcialmente, o olhar psicanalítico reconhece no comportamento adulto expressões da infância, em geral inconscientes e enigmáticas, desenvolvidas a partir de um penoso processo, no qual desejo e repressão, impulso e limite, conflitam entre si.
No entanto, entre o fim do século 19 e o início do 20, quando o mesmo Freud inventava a psicanálise, os tempos eram outros. A começar pela imagem e o papel social exercido pelas crianças. Na época, pelo menos no chamado mundo ocidental, tínhamos na figura do adulto o paradigma do pleno desenvolvimento humano. As noções de indivíduo, normalidade, retidão, liberdade, autonomia, maturidade, enfim, tudo aquilo que era reconhecido como elemento constitutivo de um sujeito pleno concentrava-se na figura discreta, sóbria e disciplinada do adulto.
Essa mesma figura atingia sua suposta perfeição quando alcançava posição social elitizada. Ideologicamente, a imagem do bom burguês operava socialmente como modelo. Ser homem, rico e adulto significava ser respeitável. Não por acaso o mundo proletário, assim como o mundo infantil e o mundo feminino, era visto como inferior.
(Coincidentemente, no quadro das relações econômicas, sociais e políticas que predominam até a segunda metade do século 20, é notável que tanto a “classe-média” quanto a “adolescência” permaneciam ainda como categorias incipientes. Isso indica que o processo de jovialização da cultura pode estar intimamente vinculado ao crescimento das camadas sociais medianas impulsionado pelo Welfare State. Essa questão será retomada mais adiante, entretanto, na perspectiva do desenvolvimento da sociedade de consumo).
Nem sempre a correspondência entre faixa etária, sistema econômico e imaginário social é devidamente dimensionada. No fundo, até o fim da 2ª Guerra Mundial – culturalmente falando – não existiam exatamente “crianças”, e sim “não-adultos”.
A passagem de um estágio para outro era abrupta e violenta, mas, ao mesmo tempo, gradativa e natural. Essa ambiguidade é visível, por exemplo, nas roupas que as crianças, tanto burguesas quanto proletárias, usavam: rotas ou engomadas, não passavam de cópias diminutas da vestimenta dos mais velhos. Em contrapartida, mesmo similares na aparência, homens e infantes eram socialmente reconhecidos como opostos. Quem controlava o mundo eram os adultos. Portanto a diferenciação era nítida, capaz de atravessar desde a importância atribuída às escolhas e desejos dos pequenos, ignorados ou rejeitados sem maiores dificuldades, até o valor da mão-de-obra.

 Em nome da liberdade

 Com o advento da “sociedade de consumo”, quando os países capitalistas desenvolvidos viviam o auge do Estado de bem estar social, a classe média cresce consideravelmente – sobretudo a partir da década de 50. A infância passa então a ser reconhecida como nicho de mercado, assim como os adultos e idosos. Entretanto, é na figuração radiante e explosiva do jovem que a indústria apostará a maior parte de suas fichas. Preconizada durante o Romantismo, retomada pelas vanguardas e consolidada pelo movimento beat, a juventude como símbolo da plenitude humana atinge dimensões mercadológicas e globalizadas através da contracultura, com a explosão do rock’n’roll.
Muito da rebeldia juvenil que vigorou nesse período colocava em ameaça algumas das principais bases do sistema capitalista. Seja no desapego aos bens materiais e na assimilação de formas de religiosidade e socialização orientais característica dos hippies, seja no esquerdismo romântico e libertário do movimento estudantil, a juventude protagonizava, com criatividade ingênua, uma tentativa revolucionária de transformação do mundo.
Mas em pouquíssimo tempo o sonho acabou. Reduzida apenas à condição de mercadoria, a rebeldia juvenil tornou-se um estereótipo da liberdade. Na década de 70, a indústria cultural já adquiria seu poder mágico de espalhar-se pelo mundo e invadir as mais variadas culturas manifestando-se como um estilo de vida consumível, um jeito de se expressar e se vestir com prazo de validade, a saber, a fase da juventude – o breve espaço de tempo que separa a criança do adulto – ou o curto intervalo entre uma tendência e outra que, desde então, passa a caracterizar a moda voltada para as massas.
É exatamente este o marco inaugural do processo de jovialização da cultura. A partir daí, a vitalidade, a coragem, a beleza, a impulsividade, enfim, tudo aquilo que foi condensado na figura juvenil desde o Romantismo, passa a ser cuidadosamente explorado pelo marketing. Dos yuppies dos anos 80 aos hipsters do século 21, toda a energia supostamente ameaçadora da juventude é convertida numa pseudo-originalidade inteiramente articulada às demandas de mercado.

A Ditadura do novo

Na essência, essa padronização dos comportamentos não deixa de ser um tipo de ditadura cultural – até porque, embora as ditaduras não sejam unânimes, elas se consolidam trucidando tudo aquilo que lhes aparece como obstáculo ou empecilho.
Basta analisarmos o arco de possibilidades de satisfação pessoal oferecidos em massa para qualquer um tenha acesso à televisão e internet. Em primeiro lugar, devemos ser ricos: a partir daí, teremos condições de lutar para permanecermos jovens por tempo indeterminado. Afinal, quanto custa uma alimentação orgânica e saudável incrementada por vitaminas e suplementos, uma lipoaspiração combinada com algumas aplicações de botox, um carro novo e potente, uma viagem que contemple a prática de esportes radicais, a mensalidade de uma boa academia de ginástica, uma noitada numa balada repleta de “gente bonita”?
A eternização da juventude é praticamente uma religião. Pode até ser fascinante e, evidentemente, produtora de muito prazer e euforia. Ocorre que nosso admirável mundo novo – high tech, clean e virtual – ainda não se despiu totalmente da sua velha roupagem. Competição, sofrimento, injustiça, frustração, tudo isso ainda existe, permeia a vida em sociedade e está longe de desaparecer.
O próprio avanço tecnológico que ampliou as possibilidades de comunicação e socialização também trouxe como consequência o aumento significativo da carga de trabalho. A qualquer momento, via iphone, tablet, notebook etc, estamos sujeitos às solicitações profissionais – o que significa que disciplina, discrição e sobriedade continuam sendo características indispensáveis para a sobrevivência no mundo real.
A situação se agrava se levarmos em conta que, tanto na produção artificial da juventude quanto na “guerra de todos contra todos” em busca do pão de cada dia, muita gente se encontra controlada e oprimida por uma dose excessiva de cobranças – no caso, não apenas as impostas pelo jogo social, mas também as que brotam da própria consciência.
Diferentemente de épocas passadas, a formação subjetiva não mais se realiza tendo como fundamento principal a repressão. Antigamente, suportar a frustração do desejo imediato significava superar impulsos, e, portanto, conquistar autonomia.
O problema é que boa parte de nossas crianças vive hoje numa espécie de ilha da fantasia e do terror. Desconhece limites, pois, aqueles que deveriam encarregar-se da tarefa repressora, os adultos, não conseguem sequer libertar-se de seus sonhos – e pesadelos – juvenis. Assim, o curto-circuito está armado: tanto crianças quanto adultos tornaram-se reféns da utopia jovem, uma miragem de beleza e felicidade inatingíveis, produzida e vendida em escala industrial.
Pode não ser mero acaso o fato de que, nos últimos anos, analgésicos, antidepressivos e estimulantes sexuais estejam liderando o ranking dos remédios mais vendidos no Brasil. Neste mundo de feição esquizofrênica, no qual a fixação do estilo de vida aventureiro tipicamente juvenil e as severas exigências de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo ocupam o mesmo espaço, o vídeo de Julie – mesmo com cheiro de farsa – também não deixaria de ser, romanticamente, uma espécie de monumento de resistência, capaz de manter viva na memória a certeza de que alguma espontaneidade, livre das pressões socialmente estabelecidas, merece ainda existir?
Resta saber se nós, adoradores da “estátua infantil”, e também as próximas gerações, teremos condições de superar ao longo de nossas vidas o maior de todos os dilemas da existência. O processo de jovialização da cultura alimenta-se vorazmente do humano – demasiado humano! – medo da morte. É no terror provocado pelo fim que encontramos as raízes da aversão que temos pelo envelhecimento hoje em dia. Enquanto isso, a ideia de amadurecimento pode estar prestes de ser abolida da humanidade.
E é justamente essa desconexão com a vida real, esse absoluto desprezo pelo tempo, o maior engodo que o vídeo de Julie pode nos oferecer. Afinal, como pensou uma vez Montaigne, “quem ensinasse os homens a morrer, os ensinaria a viver”.

Papo de Homem

Deixando a história curta, o texto acima descreve nossa sociedade "eternamente jovem" com seus problemas e as provocações que geraram tais comportamentos, segundo Freud, somos todos frutos de infâncias mal vividas, mal estruturadas, sem exemplos, sem nexo. É como se fôssemos todos eternos viventes sem fases da vida definidas, crianças-adultas e adultos infantis.

E o vídeo da garotinha é a prova da falta de liberdade de se viver e ser quem se é sem rótulos ou ditos comportamentais, ao mesmo tempo que é a resistência com a espontâneidade.

-Rafael Andrade



 O que podemos aprender com a marcha das vadias.

Nosso querido colunista Ricardo Coiro participou da Marcha das Vadias –  um protesto contrário ao machismo que teve origem no Canadá e se espalhou pelo mundo e que teve sua segunda versão brasileira nesse sábado na Av. Paulista em São Paulo. Ele nos contou o que pode aprender com essas mulheres:

 Eu marchei com as vadias.

As vadias marcham totalmente à flor da pele, estão seminuas e nem por isso murcham. Elas vestem minúsculos pedaços de pano e logo percebo: essas vadias com certeza têm um plano e estão cobertas apenas com o véu da razão, estando elas nuas, ou não.
Elas estão por toda parte e hoje vencem enquanto pisam juntas e de salto alto sapateiam sobre as ruas esburacadas da censura decadente e com isso, esmagam milhões de testículos violentos. As vadias trajam total transparência e por trás daqueles tecidos quase invisíveis, vejo muito mais do que mamilos pontiagudos como facas – enxergo uma exigência lógica e proibida de ser rejeitada por qualquer um de nós: elas ordenam respeito e tem que ser agora!


Elas são chamadas de piranhas, mas são apenas mulheres que tiveram todos os dentes afiados pelo machismo que nasceu somente para amolar. Elas lutam contra uma crença falha e preconceituosa, perpetuada dia após dia, por seres humanos que se julgam machos, superiores, quando na verdade não passam de lixo, agindo sempre como bichos irracionais.
As vadias, antes de serem vadias, são mulheres e precisam de muito peito para sê-las. As vadias também são nossas mães, nossas amigas, nossas esposas, nossas irmãs e mais do que isso, elas são o grito estridente que clama pelo cumprimento do direito inviolável que todas as mulheres possuem: querem desfilar sozinhas pelas esquinas da vida, vestidas com milimétricos vestidos e nem por isso, serem confundidas com um convite falso para a invasão egoísta, repugnante e eternamente traumática, chamada estupro.
As vadias não são bonecas infláveis, pois só farão sexo com quem, quando, onde e se assim quiserem. As vadias não são sacos de pancada e só poderão levar tapas se isso realmente der-lhes prazer e se esse tesão for algo consentido e desejado por elas. As vadias não nasceram condenadas a serem donas de casa, ao contrário do que os ignorantes pensam, mas serão as melhores se assim quiserem, pois antes de tudo, elas são donas de uma liberdade que ninguém lhes tira: o direito inquestionável de dizer sim ou não.

Ainda não sei se vou me casar, mas se um dia uma vadia me encantar e por livre espontânea vontade me disser “sim”, prometerei do alto do altar não roubar-lhe a liberdade e nunca dizer-lhe que o corpo dela me pertence, pois cada curva sempre será só dela e só assim garantirei que para mim não haverá pedágios. Na estrada dela, não fincarei minhas placas, nem vou impor minhas regras. Com essa vadia dormirei tranquilo, com a convicção de que nossos filhos serão educados numa casa que não admitirá preconceito ou desigualdade e, se depender de mim, minhas sementes crescerão num mundo que rirá e cuspirá na lembrança do machismo, como se essa postura demasiadamente burra fosse apenas um desvio de conduta, extremamente ultrapassado

Casal sem Vergonha

Concordo com a marcha, chego até a pensar que o mundo tá machista pra todo mundo. A gente tá numa geração do pau mole. As discussões, por mais possivelmente acalouradas que possam ser são resolvidas com afagos figurativos no rosto e apertos de mão sem firmeza e sem contato visual. A ogrice dos homens foi esquecida, a qualquer momento, vamos todos virar fadas com a liberdade tolhida por um mundo que dita, manda e desmanda no comportamento que devemos ter... Sou a favor de uma marcha dos vadios, dos ogros, de seja o que for... Uma marcha mental em busca de uma liberdade de comportamento. Evidente que não sairemos por aí tendo briga de lenhadores a cada esquina em que algum palhaço roubar nossa vaga no estacionamento; mas mandar ele ir tomar no cu alto, é bem plausível, chega a relaxar.

O mundo travesti de hoje (Arnaldo Jabor) deita comportamento travesti, mulheres têm que sucumbir a uma sociedade machista que as força inclusive a agir de forma masculina, a perder a feminilidade e homens são forçados a serem delicados, femininos, esquecerem sua masculinidade e seus impulsos, são forçados a serem delicados e educados. Somos todos travestis, agimos como assexuados sem instinto ou naturalidade.

-Deus me livre.

-Rafael Andrade

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tesão não é movido a gasolina

 

O texto a seguir, um pequeno desabafo pessoal, pode parecer completamente sem contexto. Não é. Sou promoter de festas há 30 anos, é virtualmente incontável a quantidade de pessoas próximas a mim que perderam a vida – seja a própria ou a de um amigo – no caminho de volta para casa após uma noite de diversão. Convivo constantemente com essa realidade.

Quantas vezes você já viu algum conhecido em uma balada ou barzinho vangloriar-se de saber onde estão as blitz da volta para casa, sentindo-se esperto e fodão com a garantia de que verá o sol nascer sem ser submetido ao bafômetro? Eu mesmo já fui esse cara. Não me orgulho disso.

É pobreza de espírito.

Graças à irresponsabilidade de alguns, pais, irmãos, namorados e amigos convivem com a possibilidade real de perder uma pessoa querida no próximo fim de semana. Isso é sério. Mais do que sério, é desesperador.

A Lei Seca está aí para tentar coibir isso (apesar da sua constitucionalidade discutível), mas para nós, apaixonados por festas, interessa mesmo falar sobre o fato: pessoas estão morrendo pela nossa própria irresponsabilidade alcoólica enquanto motoristas. Não é hora de se buscar culpados, mas de encararmos nossa burrice, nossa pouca civilidade, nosso provincianismo.

Se não estamos dispostos a parar de beber nas festas, ao menos sejamos mais espertos com o outro aspecto da equação álcool + direção = merda.

Playboys e gatinhas de plantão, entendam-se. Estabeleçam um novo roteiro de conquista e insinuação. Vocês são igualmente bonitos, charmosos, lindas e gostosas mesmo sentados em táxis. Deixem de buscar autoafirmação em carros importados ou motores potentes. Tesão não é movido à gasolina.

Se tiverem vergonha de chegar nos lugares guiando um Uno Mille branco, paguem o taxista pra dirigir seu carro ou contratem um motorista para aquela noite em que você quiser “quebrar tudo”. Vá de carona com seu amigo ou amiga que não bebe. Ou não saia de casa, porra, porque se é assim, você não está realmente preparado pra conviver em comunidade e se reproduzir.

Por tudo que é sagrado, parem de morrer nas baladas.

Repito: basta vocês esquecerem esses critérios idiotas de atração física e de interesse sexual. Mulheres lindas e maravilhosas, por favor: declarem publicamente que vocês não têm nada contra beijar os caras que andam de táxi. Digam abertamente que a atração não passa pela potência do motor e que você admite a possibilidade de sair com ele da festa se pegando no banco de trás de um carro com placa vermelha.

Quanto a você, meu caro, acredite: o tamanho do seu pênis não é proporcional à potência ou preço do seu carro. Organize um “esquenta” na sua casa, contrate uma van, chame e rache alguns táxis, organize a segurança de todos e faça o bonito papel do cara responsável e seguro de si o suficiente para se preocupar com a segurança dos outros. Ao menos para as gatas mais inteligentes, você vai parecer muito mais interessante. E tudo bem, já que as burras, por mais que sejam lindas, você não quer.

 Assim como você não quer morrer. Certo?

Papo de Homem

Eu ia comentar, mas o texto é autosuficiente.

Garoto de 15 anos cria método 28 vezes mais rápido para detecção do câncer 

 Jack Andraka recebeu US$ 75 mil por sua invenção. Fórmula é ainda 28 vezes menos cara e 100 vezes mais sensível que os recursos atuais

O americano Jack Andraka foi o grande vencedor da Intel ISEF 2012, evento realizado nos Estados Unidos para promover as invenções de jovens cientistas espalhados pelo mundo. Jack, de apenas 15 anos, venceu o concurso após criar um método para detectar o câncer de pâncreas que é até 28 vezes mais rápido, 28 vezes menos caro e 100 vezes mais sensível que os recursos atuais.

O adolescente elaborou um sensor que identifica, por meio de um exame feito por uma pequena quantidade de sangue ou urina, se o paciente tem ou não câncer pancreático, ainda em sua fase inicial. O estudo resultou em mais de 90% de precisão. Pela invenção, Jack ganhou US$ 75 mil e recebeu o prêmio mundial de Inovação Jovem Cientista da Fundação Intel das mãos de Gordon E. Moore, co-fundador e presidente aposentado da empresa.

O segundo lugar do concurso ficou com Nicholas Schiefer. O canadense de 17 anos estudou o que ele chama de "microsearch", e analisou pequenas quantidades de conteúdo, como tweets e atualizações de status do Facebook. Com isso, Nicholas espera melhorar os mecanismos de motores de busca e, assim, aperfeiçoar o acesso à informação.

Já o americano Ari Dyckvosky, de 18 anos, levou o terceiro lugar ao investigar a ciência do teletransporte quântico. O estudante descobriu que os átomos estão ligados através de um processo chamado "entrelaçamento", um método em que a informação de um átomo só vai aparecer em outro átomo quando o estado quântico do primeiro átomo é destruído. Apesar de parecer complicado, as organizações que requerem altos níveis de segurança de dados poderiam utilizar o recurso para enviar uma mensagem criptografada, sem correr o risco de intercepção, por exemplo.

Nicholas e Ari levaram US$ 50 mil por suas invenções. Os jovens e suas criações foram selecionados entre os destaques de 446 feiras afiliadas, em cerca de 70 países. Além deles, outros 400 finalistas receberam prêmios por contribuírem com trabalhos inovadores.










Lula não ficou sozinho com Gilmar Mendes, diz Jobim

O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim afirmou no sábado 26 que o encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes aconteceu na sala de seu Bairro dos Estados, João Pessoa - PB, 58030-070, Brasilescritório e que em momento algum os dois ficaram sozinhos para tratar de assuntos que não fossem questões “genéricas”.
desmente relato de Gilmar Mendes à Veja. Elza Fiúza/abr
A versão desmente a conversa relatada por Gilmar Mendes à revista Veja segundo a qual, em conversa reservada, Lula sugeriu ao ministro do STF ajuda na CPI do Cachoeira em troca de apoio para adiar o julgamento do mensalão.
O encontro teria acontecido no escritório de Jobim. No sábado, ao ser questionado pelo jornal O Estado de S.Paulo sobre o episódio, o também ex-ministro do STF reagiu: “O quê? De forma nenhuma, não se falou nada disso. O Lula fez uma visita para mim, o Gilmar estava lá. Não houve conversa sobre o mensalão.”
Segundo o jornal, Jobim disse, sem entrar em detalhes, que em nenhum momento Gilmar e o ex-presidente estiveram sozinhos ou falaram na cozinha do escritório, como relatou revista. ”Tomamos um café na minha sala. O tempo todo foi dentro da minha sala, o Lula saiu antes, durante todo o tempo nós ficamos juntos.”.
Acuada pelas suspeitas de ter servido aos interesses da quadrilha de Carlinhos Cachoeira, por  meio de reportagens a exaltar comparsas como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e atacar grupos rivais, Veja decidiu nesta semana usar uma possível ingerência o ex-presidente Lula no caso para tentar reforçar sua tese de que a CPI do Cachoeira servirá para “abafar” o julgamento do mensalão. O elo desta vez foi justamente Gilmar Mendes, ministro de quem a proximidade com Demóstenes é pública e notória – e que, como se sabe, não poderia sozinho adiar julgamento algum.
Foi mais um exemplar de contra-golpe ensaiado para sair do foco das investigações da CPI, desmentido no mesmo dia por um dos personagens citados na apuração.

Carta Capital

-Alô? Demós... Você sabe que não deve ligar pra mim! que absurdo! Essa CPI acontecendo...
-... Sim, me reuni com eles no escritório do Jobim, tomamos uns whiskys, conversamos umas bobagens...
-Pode ser que funcione... Todos eles devem à Veja mesmo... Acho que desvia a atenção...
-Ok, pode marcar a entrevista


É, parece que o cachoeiroduto, depois do mensalão que agora ninguém sabe se adia ou se vai ser julgado, se Ministro é ministro ou só capataz, é mais em baixo...

domingo, 25 de março de 2012

Em um domingo como esse...
- Senhor, o senhor vai à igreja hoje?
-Claro! Preciso me defender! Os fiéis precisam ser orientados! Depois mande preparar o helicóptero, dormirei em uma das fazendas essa noite, preciso pensar...
-Tudo bem.

Em outra suntuosa residência...

- Alô? É, é ele sim... Como você conseguiu esse telefone?
- Hum... Ok... Quanto a essas acusações, não responderemos, não agora, preparei algumas coisas para mostrar na televisão. Preciso passar em algumas cidades antes, conversar com algumas pessoas...
- Exato, temos que convencê-los.
- Sim, usarei a televisão.
- (Risos) Alienação é uma palavra muito forte... Eu chamo de pregação, divulgação editada...

Algumas horas depois, os dois disseram em unissono:
- "Dai a César o que é de César" Que idiotice! (Risos) Enquanto tomavam seus champanhes e pensavam em como iam dizer que tinham tantos bens...

Rafael Andrade

Que Moacyr Scliar não se irrite com minha ousadia...

Um bom domingo!

Baseada em: http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/ricardofeltrin/1066766-em-video-lider-da-igreja-mundial-desafia-edir-macedo-a-abrir-contas.shtml