quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Atendendo a pedidos, decidi escrever sobre sedução. Vou tratar do momento da interação inicial em si. De tudo o que pode acontecer, e ainda tentar esclarecer algumas coisas.

Vou começar falando de um assunto que apelidei "interação entrevista", e explicar do que se trata. Muitos vão dizer que é impossível que ela não aconteça (naturalmente em conversas se pergunta, né verdade?). Mas vou traçar uma sugestão pra evitá-la numa combinação de originalidade e ajuda contra uma eventual falta de assunto quando se tá na pequena área, prestes a chutar (esculhamba tudo porque eu uso com freqüência). Mas...
Presta atenção. Tá lá você passando o tempo num local qualquer até que avista alguém interessante. Chegar no ouvido da gata perguntando o nome é comum demais, muitas acham sem graça. E convenhamos, originalidade é uma mão na roda nessa hora, salta aos olhos.
É uma interação indutiva que nã exige muita habilidade não, consiste em apenas ao invés das perguntas triviais que se faz naturalmente. começar uma conversa com uma indução:

-Você faz publicidade na Iesp e pretende se especializar em propagandas televisivas, né?

Isso, provavelmente, vai gerar curiosidade na pessoa. E são 3 as possíveis reações:
Um não seco. Ela realmente não quer conversa. Um básico: Não, faço arquitetura na UFPB, por quê?. Ou um Nããão, porque você achou isso? O primeiro feedback não é bom, cabe uma tentativa de descontração maior mas isso não é o objetivo desse post aqui, mas pode valer uma conversa que dê menos sugestividade à pegação, na qual vocês se introduzam mais, porém, se não for ela sua musa dos sonhos. Vá curtir sua festa. O segundo mostra que ela não tá muito certa quanto ao envolvimento com sua pessoa, caçador de lagartixas, provavelmente por incerteza das suas origens, mas com o tempo, desde que conheçam-se melhor é provável que a situação mude. O terceiro feedback é o resultado da união de duas pessoas animadas e já dá margem a uma conversa inteira na qual os dois podem se conhecer. Quebra-se uma geleira com descontração, tranquilidade e sem desconfiança das partes envolvidas.

Outra coisa que eu queria falar é uma dica simples pra a interação, trata-se da geração de uma bolha de conforto e de domínio total da situação por meio do relaxamento e da geração da naturalidade e da fluidez, e pra criar isso você vai imaginar que tá jogando conversa fora com aquele brother que você não vê fazem alguns dias.

-Mas, como assim? E a temida friendship zone?

Entenda. Você vai tratá-la como um amigo que não vê há alguns dias, seu pegador de pererecas. (vale salientar que o termo friendship zone é meu) Pense apenas na gratificação de encontrar aquele amigo, aquele que você passa horas de bobeira, fala o que dá na telha. Discute desde futebol até a situação de Honduras ou simplesmente passa aquele bom tempo sem falar nada.
Pense nisso antes da interação, antes do papo. Vá lá, converse com ela, simplesmente, sem frescuras, sem medos, seja você. é simples. O segredo pra uma interação fluir está na tranquilidade dos interlocutores.

Muitos desenvolvem técnicas pra tornar a interação divertida e pra se tranquilizar (todo mundo fica nervoso). Essa é apenas uma delas. Cada um sabe como "funciona" melhor.


Semana passsada eu tive num shopping daqui num sábado a noite e tive um momento bem nostálgico. Lembrei da minha época dessas saídas leves e comparei com os adolescentes de hoje.
Contemporâneo ao cinema de apenas duas salas e à não tão grande divulgação dos sucessos hollywoodianos aqui na província cosmopolita na qual eu vivo (Graças a Deus). Observei justamente as influências do "cosmopolita" nas pessoas. Hoje já se sai de casa pensando na curtição, em chegar de manhã, em encher a cara e,ainda que tenhamos bem poucas opções ( e que não se faça nada quanto a isso) insiste-se em, acredito eu numa tentativa de se cobrir uma área na qual há uma vaguidão, manter esse hábito hedonista. Saudável, porém apenas até certo ponto. E isso reflete nos mais novos que por influência das mais diversas direções assumem e assumirão comportamentos dos mais impactantes o possível.
Relacionei isso à propaganda das havaianas recém divulgada, a da vovó moderninha. "Saudável" até certo ponto também, Vi um vídeo de um pai indignado por ter tido que falar sobre sexo com uma filha de 2 anos. Sucumbiu que duas são as possíveis interpretações. Uma, a mais correta, até porque a propaganda cumpriu com o objetivo de dar à sandália uma característica vanguardista, que a propaganda era inocente, e que esse rapaz deveria ter agradecido por ter tido uma oportunidade de falar de sexo com sua criança. E evitar que ela venha a escutar as mais diversas coisas e inclusive venha a gerar-lhe um problema futuro, dado que o cidadão aparentou ser um moralista daqueles.
A outra, é bem simples. Até onde vai essa banalização? Aonde a gente vai chegar? Será que a propaganda realmente foi invasiva para certas famílias? Entenderam?

Minha interpretação foi a primeira... mas sempre essa questão vai surgir. Mesmo que de maneira contraditória, acredito que ainda deva haver alguma preservação. Concordam?


Queria falar de Honduras... E dar o braço a torcer ao nosso governo. Discordo de tudo o que foi dito sobre a influência Chavista na situação com a qual se depara. Era necessário sim.
(por sinal, procurem a capa da Veja da semana, vocês vão gostar da imagem.)


É isso, senhoras e senhores. Até mais ver!

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