terça-feira, 5 de junho de 2012












Nos mudamos

 

 http://www.modestiaapartte.wordpress.com

Nos vemos lá!


 -Rafael Andrade

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O fetiche pelo homem casado

É muito comum algumas mulheres admitirem entre as amigas (ainda que seja um pecado mortal) que gostam de homens casados. É como se elas sentissem uma atração especial quando vêem uma aliança na mão esquerda do sujeito. A explicação mais simplista diz que ela adora uma dor de cabeça porque instiga a sua caçada feminina e a competitividade com as outras mulheres, que gosta de ficar em segundo lugar, ou ainda que a vida de amante é bem sedutora. Mas existe um código de conduta que o homem casado cumpre (ainda que ele não saiba disso) que ativa fantasias inconscientes da maior parte das mulheres. Conheça-o:

1. Ele se comprometeu
O fato desse homem ter se comprometido com sua amiga, irmã, conhecida ou uma estranha já diz que ele é um cara que não hesitou (pelo menos aparentemente) em assumir um compromisso mais sério com uma mulher. Isso confere a ele uma respeitabilidade diferenciada. Diante da horda de caras descomprometidos, malucos e sem noção que ela encontra por aí, causa um choque quando se depara com um homem que quis um compromisso estável . É quase um feito e internamente ela suspira aliviada por saber que ainda existem homens assim.

2. Ele é confiável
O cara casado costuma agir de uma maneira menos ameaçadora, predatória ou tóxica. Muitos criminosos (em especial estelionatários) costumam colocar uma aliança na mão esquerda para causar um impacto positivo de confiança sobre a vítima potencial. Sem que ela se dê conta, acha que aquele cara tem uma família, portanto presa valores como o respeito, a honra, a justiça e a proteção paternal. Note como esse efeito poderoso está inconscientemente ligado à uma pequena rodela de metal.

3. Ele está desprendido em querer agradar
O homem casado tem uma tranquilidade na interação que falta no homem solteiro. Ele já conquistou (até que se prove o contrário) a mulher que aspirava nos seus sonhos mais íntimos. O homem solteiro está barganhando sua personalidade. De acordo com o movimento da mulher, ele muda o rumo da conversa só para abrir um espaço na agenda emocional (ou sexual) dela. Para cativar a atenção da mulher, ele fará jogos e usará artifícios que aos quais o homem casado está totalmente alheio. Ele terá jogos mais sofisticados e menos mendicantes que o paquerador profissional. Essa soberania transmite um charme especial que falta ao Don Juan comum.

4. Ele está seguro de seu papel no mundo
Estabelecido em suas vida matrimonial, este homem age mais consistentemente numa direção confiante. Ele se planeja pessoalmente e antevê seus próximos passos com certa segurança. Já não está desorientado em suas escolhas ou atirando para todos os lados como o flertador. Asssim como um arqueiro experiente, não gasta flechas à toa e sabe esperar a hora certa (e quanto tempo for) para atingir o alvo. Não sofre daquela ansiedade amadora que o garoto flertador empolgadinho padece.

5. Ele é mais autêntico
Pelo simples fato de que não tem nenhum objetivo específico em mente (diferente dos caçadores que querem transar) esse cara se expressa de uma maneira menos apreensiva e condicionada. Ele conversa com a tranquilidade de quem tem seu trono conquistado. Por esse motivo ele se permite falar coisas (consideradas) impróprias num bate-papo com uma mulher e se abre com mais naturalidade. Ele fala de seus medos e seus sonhos sem ter a preocupação de agradar ou seguir o roteiro do “pica-das-galáxias”. Isso cai no gosto da mulher porque ela também se sente menos pressionada a fazer alguma pose especial. E quando uma mulher fica relaxada isso é afrodisíaco para ela a ponto de fantasiar que queria aquele colo emocional pelo resto da vida.
6. Ele olha para você como pessoa
Mulheres interessantes estão mais que habituadas a rastrear os olhares tarados masculinos. Ela sabe que quando se abaixa surge um mar de pescoços se direcionando para o seu decote recheado. Passada a fase da bagunça ela acha um pouco entediante se sentir olhada como um frango de padaria a todo momento. O homem casado (sem segundas intenções), ainda que precise conter seu instinto animal, com o tempo se condiciona a ter aquele olhar discreto e respeitoso que dá às mulheres certa tranquilidade de expressão. Ela pode agir como pessoa e se sente olhada da mesma forma. Aquela barreira da sedução está menos presente e por isso inspira uma sensação de leveza que torna os momentos ao lado dele bem divertidos e interessantes. Com a esposa ele precisa ter a preocupação de agradar e cuidar, com as demais ele pode coçar o saco em paz e por isso surge nele um charme bruto.

7. Ele é carinhoso sem ser sexual
Muitas repetem que “os homens bons estão casados” e talvez estejam casados porque não têm medo de mostrar o que sentem (nem todos). O homem casado conseguiu acalmar aquele urso que de tempos em tempos sai da hibernação, desperta e quer sua presa. Por isso ele se sente livre para elogiar quem quiser, de velhos a crianças, homens e mulheres sem parecer vulgar ou chulo. Alguma paz reconforta seu coração de caçador, e agora quer caçar experiências profundas na vida e desvendar os caminhos complexos do coração de uma mulher até as últimas consequências. Sem pressa e despretenciosamente. Ele age com uma estranha assexualidade com o resto do mundo e por isso como homem mais inteiro. Diferente do solteiro que não admite sua instabilidade e precisa fazer pose de homem seguro.

Por essas razões, sempre digo para os solteiros – ajam com a confiança do homem casado e para os casados eu digo sustentem a liberdade existencial do solteiro. Afinal confiança e liberdade não são propriedades privadas de nenhum estado civil e estão disponíveis a todos.
Para fechar, fica uma pergunta para as mulheres: esse fetiche faz sentido para você?


Texto interessante, engraçado que recentemente saíu um livro falando dos motivos pelos quais as mulherem fazem sexo, e um deles era o sexo por competitividade. As mulheres e a grande maravilha que é a cabeça delas.

-Rafael Andrade

domingo, 3 de junho de 2012

Todo homem tem um pedreiro dentro de si.


Ei, gostosa! Que pedaço de mau caminho! Ah, se eu fosse homem! Que coxão, glória a Deus.
Se você é mulher e já passou em frente a uma construção, provavelmente se familiarizou com os “elogios” que deram início a esse texto. Infelizmente, esse tipo de comentário não vem só dos pedreiros – todo homem tem um pedreiro dentro de si, que é incentivado a ganhar forças desde o tempo em que o menino ainda nem tinha sinais de pentelhos surgindo.
Eu mesmo me lembro de um fato que comprova essa teoria. Tinha 15 anos quando andava com um amigo pela rua e ao ver uma garota passando notei que ele torceu o pescoço e parou para tirar fotografias mentais de cada detalhe da bunda dela. Ele me cutucou espantado do porque eu não me contorci para olhar tamanha comissão traseira. Eu respondi: “prefiro peitos, já olhei o que queria olhar”. Demos risada, mas eu sai com aquilo na minha cabeça: será que sou um tarado sem coração?
Anos mais tarde, eu tive a chance de me sentir do outro lado. Queria vender meu carro e fui numa feira com um amigo e ficamos dentro dele esperando um interessado. Nessa hora pude notar o olhar dos caras que passavam olhando o carro e o preço. O carro para todos eles era apenas um objeto. Eles jamais conseguiriam perceber o apreço que eu tinha por ele ou todas as histórias que já tinha vivido com meu amigo automobilístico. Ele era visto apenas como mais um entre tantos outros, totalmente sem personalidade. E então pude sentir, por alguns instantes, como é a sensação feminina de ser enxergada como um pedaço de carne ambulante pelos homens.
Temos culpa no cartório. Fazemos isso o tempo todo – da caixa do banco, à mãe do nosso melhor amigo (se rolar um decote bem servido), quiçá a nossa mãe (se ela fosse a Solange Frazão). Estamos sempre procurando uma chance de ver alguma mulher pagar peitinho, abaixar de mais o decote, mostrar o cofrinho, cruzar as pernas, abrir as pernas no ônibus, metrô ou coisa do gênero. Muitos vão mais longe e tiram uma casquinha com aquela encoxada básica ou sapecam uma foto com o celular no meio da muvuca do ônibus.  Mas o ponto é – o que de fato estamos procurando nessa excitação momentânea de nossa visão?
Com a profissão de psicólogo tive que descondicionar meu olhar, afinal, nenhuma mulher naquela situação de fragilidade gostaria de ser olhada por um profissional com uma cara de tarado à cada movimento delas. Imagine um olhar de ginecologista olhando muitas vaginas por dia. Com exceção das senhoras caidonas e as crianças, pense na quantidade de mulheres interessantes que abrem as pernas para ele por horas à fio. Se ele ficar salivando a cada papanicolau realizado nunca terá retorno das pacientes. As mulheres pagam aquele especialista para olhar para suas vaginas e só isso, sem mão boba ou segunda intenção. Sou um ginecologista da mente e me recondicionei para atender uma mulher acima de tudo como um ser humano.
E tem gente que afirma que toda mulher gosta de ser desejada. Isso é um fato. Mas mesmo quando querem ser desejadas, as mulheres esperaram que as vejamos como um todo. Até porque, peitos e bundas podem ser encontrados em cada esquina. Uma mulher interessante em diversos fatores, não. Os homens podem entender um pouco dessa frustração quando percebem que uma mulher está com eles somente pelo fato de pagarem a conta. Elas os vêem como bolsos ambulantes, assim como os homens as vêem como bundas que fazem parte de um corpo qualquer.

Já ouvi tantas catástrofes emocionais vindas de fisionomias de modelo que  comprovei que é possível olhar uma mulher para além dos prazeres sensuais. Isso me ajudou muito a diminuir confusões nos meus relacionamentos amorosos. Quantas vezes a dor de cabeça de uma mulher realmente é só uma dor de cabeça? Quantas vezes você já não dormiu emburrado depois de ouvir isso e sequer questionou se ela estava incomodada com algo? Será que já você olhou para a sua mulher para além da vagina e tentou entendê-la como uma pessoa que precisa de sua ajuda? Imagine se você estivesse com uma dor nas bolas insuportável e ela tentasse chupar você. Totalmente desconfortável. Já conseguiu tentar agir com ela sem desenvolver a estratégia do “vou aguentar ouvir a ladainha dela só para ver se consigo apertar seus mamilos”?
Quando o cara deixa de pensar no seu umbigo (ou no seu pau, melhor dizendo) e consegue dialogar com a mulher com a qual divide a cama num ponto de vista humano, o relacionamento sobre de nível. Não acho que seja simples, fácil, nem me acho um cara especial por conta disso. Não é negar ou reprimir a natureza animal sob pretexto de ser puro ou superior, mas agir com os impulsos sem ser impelido a reagir por eles. É ser capaz de fazer uma escolha, como qualquer instinto que atua em nós.
Para finalizar, deixo um desafio para meus amigos homens – tentem passar 7 dias num jejum instintivo. Treinem seus olhares para ver as mulheres como seres humanos em vez de gostosas ambulantes. Observem as experiências, novas percepções e resultados que vocês terão a partir disso. Depois não esqueçam de nos escrever contando como foi.
  
Casal sem vergonha 

-Rafael Andrade 

Não beba sozinho.

Se você costuma fazer isso, tenho que dar uma notícia, provavelmente você depende do álcool para se divertir e relaxar. E isso não é bom.


Então, meu caro, dia de domingo, o Brasil levando uma pisa do México e você sozinho em casa, com uma cerveja na mão, bebericando pra se distrair. Sério? 

Vai me dizer que essa situação não é deprimente? As bebidas alcoólicas, e eu não vou discutir as causas de dependência, foram criadas para serem consumidas em grupo, sociabilizando-se, para aguçar o sabor de alguns pratos culinários (e para serem consumidas com moderação). Você sabendo dessa história, em casa, tira aquela garrafa de whisky de seu armário, coloca uma dose e bebe assistindo temperatura máxima. Por que queria relaxar. Cá entre nós, melhor você relaxar no facebook, almoçar e ir coxilar e guardar seu whisky para mais tarde, momento no qual você convidará seus amigos para casa. Mas seu objetivo será conversar, bebericar seu 12 anos vai ser um prazer a mais. 
O alcoolismo é causado a partir do momento em que a pessoa passa a depender da bebida para se alegrar, para sentir prazer, para viver. É bem deprimente, mas sem meias palavras, beber sozinho é isso. Inexiste coisa mais deprimente do que desperdiçar uma boa gelada apenas para saciar uma vontade de se sentir alegre. 

Porra, se for assim, melhor assistir o filme do Pelé.

-Rafael Andrade

Curta com outras pessoas, seja feliz sendo você, você não precisa de nada para isso.

Medite

Quantas coisas você faz em seu dia que lhe deixam conectado a si mesmo? 

Quantos minutos você passa relaxando sua mente?

Eu comecei a meditar por volta dos 14 anos, levado pelas artes marciais, me achando o Bruce Lee. Depois disso veio minha adolescência e o Ohm surgiu com toda a vibe regueira (não me orgulho dessa fase). Mas meditação fez parte de minha vida e de um mês pra cá, voltei a praticá-la. Você devia começar.

Pare por 10 minutos

Fique nesse tempo sem se entreter ou se ocupar com nada, concentre-se em sua respiração sem tentar controlá-la. Deixe sua mente relaxar. Exercite o órgão mais poderoso do seu corpo.

Meditação consiste em se concentrar sem perder a calma, eu pratico a meditação por intermédio de mantras, minha mente é hiperativa, é necessário que eu me concentre para poder relaxá-la, com o tempo, uso apenas três palavras até atingir o nada. É bem simples.
Meditação, em sua tradição em sânscrito significa cultivar, cultivar a mente e o coração em busca de uma felicidade realista, uma vida tranquila. Então como um agricultor que se dedica ao solo, você se dedicará à sua mente, à sua saúde mental. Muita gente fala que a felicidade vem do externo, a meditação é o encontrar dessa felicidade internamente, no coração e na mente. Interessante, né?

Que tal começar?

Relaxe, sem contrações, sem tensões, respire sem esforço. Assim busque uma tranquilidade interna, uma calma, uma serenidade. Vá devagar, de forma que você não se distraia, não se agite. Busque cultivar uma calma mental.

Assim é possível desenvolver clareza e vivacidade, é possível, apenas com a maior concentração na respiração enquanto meditamos, desenvolver uma mente calma, é possível focar mais no relacionamento com os outros sem ser pego por pensamentos próprios e assim é possível se atingir uma felicidade maior. A proximidade com outro ser senciente, sem o egoísmo naturalmente causado pelos receios naturais, a atenção maior ao outro lhe trará bons sentimentos, e assim você atingirá uma felicidade interna sem tentar e viver tentando encontrá-la e ligá-la diretamente a coisas externas.


-Rafael Andrade

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Não fique metido com cerveja.

Sylvester Stallone teve uma infância difícil; já com o roteiro de Rocky pronto teve que vender o cachorro pra pagar contas, foi homem e nunca desistiu. Ser homem. tá aí pano pra manga.

 

Hoje, para nossa alegria e graças ao capitalismo temos disponíveis as mais variadas marcas e tipos de produtos do mesmo seguimento, é só chegar e escolher o que lhe mais agrada e aproveitar. Você compra o que quer e ninguém vai chiar se você quiser pagar quanto quiser pagar numa camisa. A opção é sua.
Mas, e a cerveja?
Aaah, a cerveja... Líquido produzido a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada. Acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas feitas pelo homem. Responsável por amizades, encontros, reencontros, alegrias, vergonhas, ressacas, e mijadeiras infinitas. A loira com colarinho que esfria dias quentes e que refresca e reidrata baladas sensacionais. A cerveja.
Imagine a seguinte situação, você e seus amigos numa mesa de bar. Alguém pede uma cerveja, uma daquelas de doer a testa; um de seus amigos, quando a cerveja chega, faz cara feia, chama o garçom e pede outra marca, só pra ele. Pois ele não gosta daquela ali. PUTAQUEPARIU,NÉ?
Se você parar pra pensar no que eu acabei de escrever, esse cara acabou de cagar com o encontro dos amigos. Cerveja foi feita pra regar conversa, e pra ser tomada gelada. Não pra ser motivo de comparação, você não é nenhum degustador de cerveja muito menos um mestre cervejeiro. E pra conversar com seus amigos você não precisa de uma carlsberg. Você precisa molhar o bico.
Portanto evite ficar metido quanto a cerveja, tome cerveja pelo prazer. Tome cerveja pensando nas filosofias que as propagandas de cerveja passam. Tome cerveja para aproveitar o momento.
E tome cerveja. Não me venha com tomar Heineken, Stella, Buddweiser, Carlsberg ou o inferno sabe lá o que.

-Rafael Andrade

-Vamos tomar uma Stella? Pfff

-AAh, e o cachorro, Depois de vendido o roteiro de Rocky, a primeira coisa que Sly fez foi comprá-lo novamente. Pagou 15.000 dólares pelo animalzinho que ele teve vender por cinquenta, e ainda prometeu uma ponta no filme pra o cara que tinha comprado o cão. E de fato, em Rocky I, tanto o cão como o cara aparecem.

Clint Eastwood fez 82 anos.

Clint Eastwood é uma personalidade que deveria ser conhecida por todos os homens, meu ídolo, espelho de hombridade sem firulas, o mito foi entrevistado pela Esquire um tempo desse, tá aqui um trecho da entrevista traduzida em que ele conta em parte como foi sua vida, sem frescura, sem palhaçada, feito homem.

“Em primeiro lugar, eu era mais alto do que a maioria das crianças. Em segundo, estávamos sempre nos mudando. Redding. Sacramento. Pacific Palisades. De volta à Redding. Sacramento. Até Hayward. Niles. Oakland. Então estávamos sempre na estrada e eu sempre era o garoto novo na escola. Os valentões sempre pensavam, “chegou esse grandão mal-encarado, vamos derrubar ele”. Sabe como as crianças são. Temos que testá-lo. Eu era um garoto introvertido. Mas muito da minha infância foi gasto socando esses valentões.
Eu tinha um pressentimento que “Faça meu dia” iria ressoar, como foi em “Está se sentindo com sorte, punk?”, no primeiro filme.
Ainda tenho isso, muito.
À medida que envelhece, não tem medo da dúvida. Dúvida não é conduzir o show. Você joga fora toda a própria pena.
O que podem fazer com você depois que chegou nos 70?”
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Fodão. Mas humano, como todos nós.
“Até mesmo nas aulas de gramática te ensinavam a ir com sua primeira impressão. É como múltipla escolha. Se começar a ir e voltar, nunca vai se convencer de nada e vai acabar fazendo a escolha errada. É só uma teoria. Nunca li estudos sobre. Mas acredito nisso.
Como Jerry Fielding costumava dizer, “Chegamos até aqui, não vamos estragar tudo pensando.”
Meu pai teve uns dois filhos no começo da Grande Depressão. Não havia muitos empregos. Não havia muito seguro-desemprego. As pessoas mal seguiam em frente. Elas eram mais fortes.
Vivemos em uma geração maricas agora, onde todo mundo se acostumou a dizer, “Bem, como lidamos com isso psicologicamente?”. Naqueles dias, você simplesmente socava quem fosse e aguentava. Mesmo se fosse mais velho e pudesse te dar uma surra, pelo menos você seria respeitado por revidar, e te deixariam em paz.
Não sei se consigo dizer exatamente quando a geração maricas começou. Talvez quando as pessoas começaram a se perguntar sobre o significado da vida.
Se tivesse tido boa disciplina, poderia ter entrado no ramo da música.
Lembro de ter ido a uma gigantesca queda d’água numa geleira da Islândia. As pessoas estavam numa plataforma rochosa no alto, observando. Estavam com seus filhos. Havia um local que não estava selado, mas tinha um cabo que impedia as pessoas de avançarem após certo ponto. Pensei comigo mesmo, “Sabe, nos EUA eles teriam selado aquele local com cimento, cercas e concreto, porque teriam medo de que alguém caísse e advogados aparecessem.” Lá (na Islândia), a mentalidade era como na America, nos velhos tempos: se você cair, é estúpido.
Meu pai morreu subitamente aos 63. Simplesmente caiu morto. Por um bom tempo depois, iria me perguntar: “Por que não o chamei para jogar golfe comigo mais vezes? Por que não passei mais tempo com ele?”. Mas quando está tentando chegar lá, você esquece e deixa essas pequenas coisas de lado. Te dá um certo arrependimento mais tarde, mas não há nada que possa fazer à respeito. Então apenas segue em frente.”
Pequeno detalhes são de menor importância. Vamos seguir com o que de fato importa.
O que aconteceu foi que estava indo à faculdade em 1950. LA City College. Um cara que conhecia estava fazendo aulas de atuação nas Quintas à noite. Ele começou a me contar sobre todas as lindas mulheres e disse, “Porque não vem comigo?”. Então provavelmente tinha outras motivações além da vontade de me tornar um ator. E com certeza, ele estava certo. Havia muitas delas, e poucos homens. Pensei, “É, precisam de mim aqui.” Acabei contratado pela Universal.
As pessoas amam velho-oeste em todo o mundo. Há algo fantasioso sobre um indivíduo lutando contra os elementos. Ou mesmo caras maus e os elementos. É um tempo mais simples. Não há leis organizadas e outras coisas.
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“Se quer uma garantia, compre uma torradeira.”
Ganhar as eleições é algo como boas-notícias, más-notícias. Okay, você é prefeito. A má notícia é: agora você é o prefeito.
Você deve realmente conhecer alguém, realmente se tornar amigo. Digo, minha esposa é meu amigo mais próximo. Claro, sou atraído por ela de todas as maneiras possíveis, mas essa não é a resposta. Porque já fui atraído por outras pessoas e não conseguia mais suportá-las após um tempo.
Tenho filhos com outras mulheres. Tenho que dar a Dina o crédito por juntar todo mundo. Ela nunca teve aquela coisa de ego da segunda mulher. O instinto natural poderia ser de matar todo o resto. Sabe, a mentalidade de mulher das cavernas. Mas ela uniu a todos. É amigável com minha primeira mulher, com minhas ex-namoradas. Ela saiu de seu caminho pra nos unir. Foi de extrema influência em minha vida.
À medida que envelhece, gosta de crianças bem mais.
Não, não preciso praticar aquele ruído. Você apenas faz. Quando está no personagem, está no personagem. Não fica lá pensando, vou grunhir aqui ou aqui.”
“É por isso que não ensaio muito e costumo gravar bastante de cara. Tenho ideias sobre quero levar o personagem, e acabamos seguindo juntos.
Você observa Velázquez em seus anos negros e se pergunta, “Como diabos ele ficou daquele jeito?” Tenho certeza de que ele não disse a si mesmo, “Estou em meu período negro agora, então vou pintar desse jeito.” Ele apenas fez. É aí que a verdadeira arte tem a oportunidade de acontecer.
Menina de Ouro ganhou o Oscar. Foi ótimo. Mas você não mergulha nisso. Muitos filmes fantásticos não ganharam o Oscar, então não tem tanto peso. Cartas à Iwo Jima foi indicado. Não ganhamos, mas ainda assim foi um filme tão bom quanto consigo fazer. Merecia menos do que algum outro filme? Na verdade não. Mas há outros aspectos que entram. No final das contas, deve ficar feliz com o que realizou. É onde está.”

-Rafael Andrade

A Traição nossa de cada dia.

Acordar cedo, tomar banho, sair correndo para pegar o metrô. Chegar no trabalho às 9h, sair às 12h para um suposto almoço, fazer uma ligação e entrar no motel com uma desconhecida. Voltar pro expediente, chegar em casa e dar um beijo de boa noite na mulher ou namorada. Essa é a rotina de muitos homens que conheço. E essa naturalidade gigante com que a traição é tratada vem de um princípio clichê feminino (e deveras masculino): homens são todos iguais e não valem nada, portanto traem.

De início eu pergunto: é inerente ao homem a condição de traidor?

Cada vez mais vejo amigos justificando o fato de não quererem romper com as supostas namoradas perfeitas, mesmo acharem a relação sem graça. Aquela coisa meia-boca que deixa a vida sexual meia-bomba e por aí vai. Mas isso é natural. Não que justifique como certo ou errado, mas é natural. Seguindo uma linha simples de raciocínio, a gente consegue entender porque a traição é encarada como uma coisa normal e que pode vir a fazer parte de toda e qualquer relação: antes daquele relacionamento, ele sentia tesão por outras pessoas. O tesão por outras pessoas não morreu quando se aceitou tomar parte de uma relação mais séria. Ele só abre mão da liberdade do pau louco porque tem outros motivos que o fazem dar mais valor à mulher/namorada do que o sexo com outras.
Homem é um ser prático que prefere manter os outros aspectos do relacionamento como estão e saciar esses desejos sexuais com outras mulheres, principalmente prostitutas, pela falta de envolvimento pessoal e emocional. É coisa de moleque? Pode ser. É coisa de quem não presta? Também pode ser. Mas o real motivo pelo qual traições ocorrem é a falta de comunicação e o comodismo, em um senso bem estrito. Relações mais longas tendem a cair na rotina e fazer com que uma das partes (ou ambas) perca o tesão na outra. E daí, aquela coisa chamada senso prático e o instinto visual masculino que acha que uma trepadinha não faz mal a ninguém e não vai mudar o seu relacionamento guardado numa redoma de vidro. Por mais que pareça bobo pensar assim, uma ereção causa deslocamento sanguíneo de algum lugar e o aumento da adrenalina no corpo (e daí surgem as brincadeiras sobre falta de oxigenação cerebral e homens pensando com a cabeça de baixo). Culpem a testosterona. A gente pensa menos e age mais. Mesmo que a gente se arrependa depois, o caráter e o estado da relação é quem vai dizer o que acontece a seguir.
No geral, os relacionamentos que não possuem diálogo ou são moralistas demais na cama acabam por amornar. Sexo não pode ser morno, senão esfria facilmente. É cumplicidade. É chegar pro outro e dizer: “Olha, eu gosto quando você vem por cima e de lado. Mas me machuca ficar de quatro”. É dizer pra namorada que adoraria um anal com ela e que vocês podem ir tentando até ela se sentir confortável. É disso que a gente sempre fala, que parece óbvio e que a maioria dos casais não entendem: se não houver sinceridade, a coisa desanda.  Às vezes, me parece que casais tratam as coisas de modo inverso: quanto mais intimidade tem com o parceiro, maior tende a ser o pudor na cama. Se fosse uma desconhecida num sexo casual, ele faria mais o que tivesse vontade do que pensaria o que pode pegar bem ou não porque tem uma vida a dois.
E eu volto pra questão feita: traição é inerente ao instinto masculino? Não. Por mais que a gente tenha algumas facilidades e condições físicas que incitem a traição, ela é completamente abrangente aos dois sexos. Homem trai, mulher trai. Com naturalidade ou não. Na cara de pau ou não. E os motivos são variados e vão além do que foi falado aqui. A traição nossa de cada dia tem mais a ver com o que a gente pensa e como a gente pensa sobre sexo num relacionamento. Quebrar aquele tabu numa Era moderninha ainda é difícil, por mais fácil que aparente ser. A naturalidade com que a rotina de alguém que trai é tratada deveria ser a naturalidade com que sexo a dois é tratado. E se você se espantou de cada com essa rotina, talvez sexo ainda seja um assunto que espante você.

Casal sem vergonha

O segredo é conversar, sério.

-Rafael Andrade