quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Perdão

Perdão, eu não deveria estar escrevendo a essa hora, devia ter começado a preparar esse texto quando tive a idéia. Mas eu, que ironicamente agora acho nostálgico escrever gostei de me inspirar. Perdão, eu nunca fui um bom fazedor de poesia, me preocupava com a rima antes do que queria falar. Me preocupava com a estética antes dos sentimentos que ia expressar. Perdão, por num dia como hoje, me abster de comentar da política nacional, de divagar sobre o objetivo de um desfile que enaltece o exército brasileiro que apagadamente lutou a segunda grande guerra. Perdão, por não comentar o sucesso das operações de polícia pacificadora no rio, que levou crianças ao desfile das forças armadas, pra falar da segunda grande guerra que elas nem sonharam, no morro do alemão. Perdão, por estar-lhes enchendo a cabeça com minhas idéias, e com uma ínfima sensação egoísta de nostalgiar. Perdão, por sermos um povo amigável, que absorve tanta cultura e chega a preferir pizza a comida brasileira. Perdão, por não termos uma comida brasileira de fato. Perdão, por não fazer sentido nenhum um desfile de dia da independência que enaltece aqueles que lutaram na guerra. Perdão por não fazer sentido termos ido à guerra. Perdão por não fazerem sentido as grandes guerras. Perdão, por fazer sentido que o mundo fosse um grande Brasil. Perdão por nosso jeitinho, nossas corrupções, que por favor esse mundo não fosse assim. Perdão, por não saber fazer poesia, perdão, por ter ao menos tentado. Obrigado, por ter me escutado e Parabéns por ser brasileiro, Feliz dia da independência.