segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pra comemorar minha existência e minha segurança, deixei uma córnea no pão de açúcar em troca de um vinho importado.
Dei uma folga. Abri a garrafa de em casa e quase em estado de nirvana fui assistir o céu de Lua cheia. depois de aproximadamente uma taça e meia. Noto que minha idéia da semana que corria tinha sido piegas demais e que a da semana que entrava com feriadão tava pra chegar ainda, vôo atrasado, movimentação grande, rodovias lotadas, enfim. Faltava a fluidez pra o bendito texto. Acompanhado pelo olhar risonho de todos da casa, que acreditavam ter eu simplesmente descansado com esse comportamento segundo o meu avô, "fabuloso". Começo uma busca meio que frenética na casa pelas semanais. Tomo-as em mãos, acendo uma das lâmpadas da piscina, coloco meus óculos e começo a foleá-las. Não sei se por culpa do vinho comecei a notar a estrutura das revistas. Observei que elas tinham uma estrutura parecida de clímax e anti-clímax. Como se gerassem uma dependência do leitor à revista. Carta ao leitor, colunas, entrevista, colunas, reportagens, colunas, capa, fofoca, colunas, cultura , coluna. Note que essa estrutura agrada. São como estágios. opinião parcial; entrevista, opinião ampla; coluna familiar; indignação (no leitor); risos de meia-boca; crítica; opinião; e as críticas aos livros, filmes e livros e a coluna da última página são como um beijo de boa noite ou uma piada de improviso. Geralmente geniais, divertidas e de fácil leitura. geram apenas uma sensação agradável. Não sei se o vinho não me permitiu concentrar-se em El-Salvador, nos lobbys, na petrosal, no pré-sal ou no esquecimento do etanol do desenvolvimento sustentável e aquela conversa toda , ou no Congresso e em sua crise sem fim e sem notícia. Mas, eu precisava de um bom vinho e da noite de Lua cheia

Não pegar uma Br nesse feriado por mais de uma hora e meia tava me deixando sem graça. Tinha planejado uma corrida na praia a tarde, ou um cinema com uma companhia agradável. Tava calmo com isso, até notar que tudo ia furar. Emburreci de vez. E já me preparando pra dormir meu telefone toca.
-Rafa, tais livre hoje de tarde, brother?
-Rapaz, tava indo dormir, diz aí...
-Não velho, vou precisar buscar umas coisas em Mari, tou precisando de alguém pra revezar a ida e a volta comigo... Bora?
-Passa aqui de que horas?


Fomos num VW polo sedan comfortline, motor 1.6 que me surpreendeu com o desempenho e com uns detalhes que me agradaram muito, o chip do acelerador é sensibilíssimo, o carro é disposto, estável. O estofamento lembra o do golf. O sistema de som um home theatre. Mas além do som, outras coisas me chamou atenção. O retrovisor direito que regula-se para facilitar o estacionamento e as janelas que nos botões da porta do motorista abrem e fecham apenas ao toque. Soluções inteligentes, inovação. 160 por hora, um CD de drivesongs, dois primos conversando bobagem e umas laranjas compradas na beira da estrada que tão concorrendo pra as compras do ano.

Faz um tempo eu procuro publicar um texto sobre cavalheirismo. Rodei atrás de subsídios. Notei que é um assunto bem subjetivo. Tem gente que trata como se fosse uma coisa bem subjetiva. Como se apenas alguns homens tivessem esse talento de estar sempore atentos às conversas das moças, sempre ter um diálogo agradável. Nunca se estressar, ter um dia ruim ou coisa parecida... Entendeu o que eu quero dizer? Todo mundo sabe que é erro crasso, mas, depois de um bocejo na conversa soltar: "Foi mal, pode falar aí, que eu tou ouvindo." com feição de bateria arriada e cara de desinteresse é como se a gente quisesse realmente pedir desculpa, mas naquela hora não estamos 100%. Mas, 5 minutos, se ela não inventar uma desculpa e sair, tu ganha um doce.
Tem gente que fala que abrir a porta, dar lugar, falar educadamente são apenas gentilezas, outras dizem que são a coisa mais charmosa do mundo.
Hoje não mais se exige do combalido servo que tire a camisa e coloque-a sobre a poça d'água para que sua rainha passe. Mas algumas atitudes são louváveis
Li muita coisa, notei que a subjetividade aí é enorme. Gostaria de ouvir meus leitores. comentem o texto. Dêem suas opiniões sobre cavalheirismo hoje.

Meu feriado teve mergulho, um aniversário regado a sol e mar e renovação de forças.
E o de vocês?

Rafael Andrade

Um comentário:

Cris Silveira disse...

Como diria minha avó, tudo demais é veneno. Cavalheirismo exagerado faz a pessoa parecer fingida, característica nenhum pouco nobre.
Assim como o ato de manipular verdades, a pabulagem não é uma atitude nem um pouco admirada, e quando essa vem acompanhada de mentiras, prefiro nem comentar.
Bocejar durante uma conversa além de ser um “erro crasso” é uma grande falta de educação, demonstra desinteresse na conversa. Se for inevitável, tentar disfarçar e/ou pedir desculpas é o mínimo que se pode fazer para tentar amenizar a situação e nunca tentar “remendar” com um “eu to ouvindo “ com cara de 2 de paus.
“O perfeito cavalheiro é aquele que aplica as regras de comportamento com perfeito senso de oportunidade”

Obs.: Uma boa dica de leitura sobre o tema é o texto do blog abaixo :

http://estilomacho.blogspot.com/2008/11/cavalheirismo-fundamental.html

Bjus
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