Volto de viagem, a Veja me traz uma capa sem futuro. Não sei porque, mas tinha esperanças de me encher de notícias interessantes... Talvez a falta dos jornais tenha me deixado aéreo ao mundo. "O fim do efeito sanfona", "A guerra dos canudinhos" (vocês hão de concordar comigo, deve haver um aspirante a comediante de stand up na redação). A única coisa interessante mesmo, é a imagem da capa. No carnaval foi idiotice minha esperar alguma coisa diferente, foi como se ela (ela mesmo, construída com photoshop com formas de deusa) me dissesse com seios fartos, cochas impressionantes e um rosto inocente, como uma babá: "É carnaval..." .
Pompeu fala de J.D. Salinger num texto magistral que me fez querer reler O Apanhador, e ainda assim, vejo um erro no texto, provável que uma falta de atenção do revisor, mas Pompeu ficou mais humano pra mim. Quase um vizinho que tem longas conversas comigo a cada quinze dias, agora, me sinto até à vontade pra chamar ele de Roberto. Famigerada, Tessália comentou um discreto "eram só gemidos" debaixo dos famosos edredons da casa que brinda a ociosidade do povo brasileiro. E realmente, essa entrevista mudou minha vida. Do beijo de novela ao sexo de novela, ou de BBB.
Ganhei 4 dias de rei, diria, muito do que mais me agrada estava ao meu alcance num feriado que me fez repensar umas atitudes que ia tomar de maneira errada. Tive a oportunidade de conviver e conversar com um chato. Aquele, que tira brincadeiras com todo mundo que está hospedado próximo a ele, achando que essa liberdade do mesmo teto, anda junto a todos. Decidi ver até onde ia a chatice dele. Perguntei sua idade. E ele veio a mim com uma história de vida interessantíssima. E como fosse um enviado divino, comentou justo o que eu precisava ouvir. Não deixou de ser o chato do local, mas pra mim, tornou-se um chato com uma mensagem. Um salvador da pátria, que ele serviu com tanto fervor. Antes de ser professor de matemática.
Aprendi que quando duas pessoas convivem, existem diferenças, pontos de vista divergem e a graça do contato está na adaptação. No chegar ao ponto comum. No concordar. E que tudo isso exige paciência. Exige diálogo. Diplomacia é a chave das boas negociações, já dizem os teóricos.
E o feriado de vocês?
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Entre meninos e homens.
Beber trinta latinhas de cerveja (sem motivo) sem cair ou tomar uma latinha devagar, pra acompanhar os amigos num momento de alegria em comum?
Hoje, bebe-se com o intuito de socialização. Tanto é que quando vamos nos reunir de maneira mais informal é comum a pergunta antes da parada no supermercado. 'E aí, vamos beber o que?' Você vai relacionar melhor a idéia desse texto se pensar em quantas pessoas interessantes vc conheceu bebendo leite.
A questão é: Até onde esse objetivo benéfico à socialização do álcool tem sido perdido? Pra mim é comum ver rapazes (e moças) que não entendem nem de longe de bebidas. Quero dizer, não sabem o que estão bebendo e, mesmo assim, bebem homericamente.
Vejo o beber como algo transcendente, pra mim, supera o embriagar-se por ato involuntário. Sem querer dizer que nunca me embriaguei, claro, já aconteceu. Mas geralmente existe uma razão e eu fico me achando um idiota, sem nem recobrar a sobriedade. Beber pra mim além da alegria de saber porque estou bebendo, seja pra comemorar uma vitória ou para celebrar uma reunião. O saber que eu estou bebendo um vinho italiano, engarrafado em Viena, que o whisky veio de uma tradição familiar dos feudos escoceses. Entendem? Supera muita meninice.
O que mostra nossa maturidade é justamente nossa condição de encarar as consequencias de nossos atos. Nesse caso, estufar o peito e saber encarar as consequências do que fez. Ser seguro de si.
Falando mais claramente. Saber beber não é tomar 30 latinhas de cerveja e não cair. Isso é saber não cair de bêbado com cerveja. Sabe beber o sujeito que conhece o que está bebendo sua história e seus efeitos.
Hoje, bebe-se com o intuito de socialização. Tanto é que quando vamos nos reunir de maneira mais informal é comum a pergunta antes da parada no supermercado. 'E aí, vamos beber o que?' Você vai relacionar melhor a idéia desse texto se pensar em quantas pessoas interessantes vc conheceu bebendo leite.
A questão é: Até onde esse objetivo benéfico à socialização do álcool tem sido perdido? Pra mim é comum ver rapazes (e moças) que não entendem nem de longe de bebidas. Quero dizer, não sabem o que estão bebendo e, mesmo assim, bebem homericamente.
Vejo o beber como algo transcendente, pra mim, supera o embriagar-se por ato involuntário. Sem querer dizer que nunca me embriaguei, claro, já aconteceu. Mas geralmente existe uma razão e eu fico me achando um idiota, sem nem recobrar a sobriedade. Beber pra mim além da alegria de saber porque estou bebendo, seja pra comemorar uma vitória ou para celebrar uma reunião. O saber que eu estou bebendo um vinho italiano, engarrafado em Viena, que o whisky veio de uma tradição familiar dos feudos escoceses. Entendem? Supera muita meninice.
O que mostra nossa maturidade é justamente nossa condição de encarar as consequencias de nossos atos. Nesse caso, estufar o peito e saber encarar as consequências do que fez. Ser seguro de si.
Falando mais claramente. Saber beber não é tomar 30 latinhas de cerveja e não cair. Isso é saber não cair de bêbado com cerveja. Sabe beber o sujeito que conhece o que está bebendo sua história e seus efeitos.
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