quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Entre meninos e homens.

Beber trinta latinhas de cerveja (sem motivo) sem cair ou tomar uma latinha devagar, pra acompanhar os amigos num momento de alegria em comum?

Hoje, bebe-se com o intuito de socialização. Tanto é que quando vamos nos reunir de maneira mais informal é comum a pergunta antes da parada no supermercado. 'E aí, vamos beber o que?' Você vai relacionar melhor a idéia desse texto se pensar em quantas pessoas interessantes vc conheceu bebendo leite.
A questão é: Até onde esse objetivo benéfico à socialização do álcool tem sido perdido? Pra mim é comum ver rapazes (e moças) que não entendem nem de longe de bebidas. Quero dizer, não sabem o que estão bebendo e, mesmo assim, bebem homericamente.
Vejo o beber como algo transcendente, pra mim, supera o embriagar-se por ato involuntário. Sem querer dizer que nunca me embriaguei, claro, já aconteceu. Mas geralmente existe uma razão e eu fico me achando um idiota, sem nem recobrar a sobriedade. Beber pra mim além da alegria de saber porque estou bebendo, seja pra comemorar uma vitória ou para celebrar uma reunião. O saber que eu estou bebendo um vinho italiano, engarrafado em Viena, que o whisky veio de uma tradição familiar dos feudos escoceses. Entendem? Supera muita meninice.
O que mostra nossa maturidade é justamente nossa condição de encarar as consequencias de nossos atos. Nesse caso, estufar o peito e saber encarar as consequências do que fez. Ser seguro de si.

Falando mais claramente. Saber beber não é tomar 30 latinhas de cerveja e não cair. Isso é saber não cair de bêbado com cerveja. Sabe beber o sujeito que conhece o que está bebendo sua história e seus efeitos.

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