terça-feira, 9 de junho de 2009

A mídia brasileira me orgulha cada dia mais. Não sei se tem haver com a relação um pouco conturbada dos juristas com os jornalistas, todo jurista é jornalista frustado (tou calado, tou calado) e todo jornalista se mete a jurista porque acha as decisões judiciais erradas, atrasadas, sem lógica, entre outros adjetivos bonitinhos, e ainda sai divulgando partes de decisões que ainda estão transitando em julgado que não deveriam ser divulgadas. Enfim, constantemente tenho raiva da mídia, aborreço-me principalmente quando vejo os dinossauros fazendo sensacionalismos baratos.
A boa da semana foi a queda do avião da Air France, tragédia horrível... Já acharam de divulgar as hipóteses de como pode ter acontecido o acidente, apenas previsões, já falaram em possibilidade de ter havido um seqüestro da aeronave, diversas coisas, muitas vezes sem fundamento. Até aí, possíveis causas. Tudo bem. Mas o que me irrita é divulgar o sofrimento das famílias das vítimas. É sem lógica, é chato, é feio.
A veja estampou fotos das vítimas em suas páginas, contando suas histórias, o porque viajavam. Muito triste que tenham morrido, mas tal divulgação não passa de um abuso e de mais uma maneira de fazer com que nós tenhamos a curiosidade de comprar a bendita revistinha.
Essas coisas me dão desgosto. Tal atitude de fazer do sofrimento alheio veículo de venda. É sinal de ignorância e de insensibilidade. Muitos podem ter uma interpretação errada dessa situação. Falar da frase que nos faz enxergar as oportunidades que diz que se tem gente chorando, vai ter gente vendendo lenço. Mas se pararmos para pensar, veremos que não existe comparação. Num caso fala-se da divulgação barata do sofrimento alheio, no outro, fala-se no aproveitamento inteligente das situações ao nosso redor. Os dois casos são bastante diferentes.

Bom, semana passada eu fiquei sabendo de uma promoção da L'acqua di Fiori pra o dia dos namorados. Voltada para os solteiros. Como eu não tenho namorada. Decidi participar. Já que ia ficar sem presente, tentar ganhar um perfuminho novo caía bem.
A idéia era contar um fato curioso que tenha acontecido com você na vida a dois.

Eu sou meio medroso pra filme de terror... tenho receio, não me dou bem, fico criticando as falhas do filme, digo que não teve final lógico e que perdi dinheiro. Geralmente só prestam quando tou com gente como eu. Aí vira comédia.
Continuando, uns tempos atrás, sem muita experiência fui na cabeça de uma ex pra ver um filme desses, e o filme dava medo. Não lembro da história. A memória foi deletada pra evitar frustrações (carinha medroso...). Sei que no filme às 3 da manhã aparecia um espírito, um monstro uma coisa dessas aí, e dava medo, saí do cinema atordoado e no escurinho não fiz foi nada, "broxei" mesmo, não vou mentir. Minha entrada no cinema: seis reais e cinquenta centavos, a dela, também. O milk shake que eu não tomei enquanto tava bom porque tava com medo sete reais e cinquenta. Ter sua namorada rindo de sua cara e ligando pra você todo santo dia às 3 da manhã pra lhe deixar sem dormir, não tem preço.
Pois é, chegou um ponto que eu não aguentei as brincadeiras dela.
Virei e falei, fulana, eu moro praticamente só, fiquei com medo do filme e você tá tirando meu sono por conta de suas brincadeiras.
Aí é que começa a complicação maior. Ela vira pra mim e fala, calma, Rafinha, logo que eu cheguei aqui na sua casa vi que os espíritos que estão aqui não tomam nenhuma provisão do mal.
Aí eu parei de ouvir o que ela dizia, e fiquei me questionando de onde ela tinha tirado aquela conversa.
Nem queria saber que os espíritos da minha casa eram bonzinhos, ou muito menos mauzinhos. Mas disse que eu não me preocupasse que os espíritos só apareciam pra quem eles sabiam que não lhes faria mal... (e pra quem eles farão mal)
Jurava ter me dito acreditar nessas coisas no começo da nossa relação.
Daí eu virei pra ela, chamei pra comer uma pizza e nunca mais dei notícia.
Além disso tudo, meu desafeto místico era palmeirense... Maravilha, não?

Bom, taí minha história, espero que vocês tenham gostado.
Conselho pra a molecada, procurem conhecer suas futuras namoradas antes de começar um relacionamento. Se possível, anotem as características mais inusitadas delas, que afinal é o que nos chama atenção ou o que nos fará ter pesadelos depois.
E, espero ganhar meus perfumes


Rafael Andrade

3 comentários:

Unknown disse...

Taa muitoo show amore :D

Pryscilla disse...

eu seeei que filme é esse, num é o exorcismo de emily rose? caramba, passei pela mesma situação.. hahaha
adorei

moh disse...

é, eu tambem vi esse filme e tambem morri de medo. ate um tempo atras eu nao conseguia dormir quando faltava pouco para as 3h da matina; foi um trauma! :x ushaushahsa