Um P.S. antes do texto pra ir contra as regras da coisa.
Deputado que mora em castelo (a própria bruxa má). Deputado que se lixa pra a opinião pública (...) Eita Brasil! ... Que beleza, hein?
Um deles vai sentar no banco dos réus do STF... falaram que ele tem uns crimes tributários aí... 25 milhões que não aparecem no imposto de renda e umas besteirinhas que ele fez com o INSS, nada demais. O outro cidadão (se é que ele merece ser chamado assim) apátrida-sem-vergonha que tem a maior quantidade de prepotência reunida numa pessoa só que eu já vi, já foi acusado de abusar sexualmente de um idoso (titia Hebe, Cid Moreira, cuidem-se) francamente, não faço idéia de como se elegeu depois de uma dessas e, não poderia ser diferente, não é verdade? Continua a declamar as belíssimas palavras: "Eu tô me lixando pra a opinião pública!" Realmente, ele não se importa.
Máquebeleza, hein?
Depois de ter visto estas duas maravilhas. Decidi ir atrás de saber praonde vai a proposta de mudança no sistema eleitoral dos deputados em nosso amado país. Realizei que com a mudança as portas para a eleição dos corrupos, safados e canalhas se fecham.
Basicamente, o sistema chamado "lista fechada" se dará por meio do voto na sigla partidária. O partido apresentará aos eleitores uma lista de candidatos os quais em ordem ocuparão o número de cadeiras correspondentes à porcentagem de votos que o partido angariou. Além da vantagem de se tratar de um sistema mais simples que o atual, trata-se de uma opção de menor custo. Isso evitaria os desvios de dinheiro público para o financiamento das campanhas. Com a concentração da campanha no partido, e não nos candidatos os custos serão menores.
Tudo isso nos faz sonhar com um futuro no qual o voto deixará de ser obrigatório em nosso país. Apesar da diferença que tal mudança faria ser apenas a longo prazo, acredito que evitaríamos populistas e demagogos enchendo-nos com baboseiras, veríamos propostas sólidas, reais e que até o horário eleitoral ia deixar de ser obrigatório.
Agora, o texto:
Tenho o hábito de de dirigir pra desparecer. Geralmente ocorre quando termino algum compromisso. A simples mudança de fazer o caminho de volta pra casa pela orla já é bastante relaxante.
Uma sexta-feira dessas decidi fazer esse caminho, desci a Epitácio bem animado. E, já perto da feirinha de tambaú, tive a idéia de fazer um happy hour. Fiz umas ligações, peguei dois colegas e fomos ver do que se tratava um barzinho que tinha sido aberto fazia pouco tempo. "Piratas", ambiente bem descontraído, atendimento de qualidade e eu não saí achando que meu dinheiro foge de mim. Não achei que tinha pago além do que mereciam.
Antes de entrar abordei uma das tripulantes: "E aí, capitã?" e fui muito bem recebido, uma piscadinha, um sorriso de lábios mordidos que me fez ir visitar o Sol, e uma voz suave "e aí, marujo?" Minha vontade era chamá-la pra dar um trato no convés... Mas me contive, perguntei o preço pra entrar e o nome da minha maruja. Entramos, a pedi que nos atendesse...
Um guardanapo, um telefone, um e-mail e eu ganhei meu dia.
Rafael Andrade
Agora, um P.S. que de fato, é P.S.
Esse ocorrido relatado ocorreu há uns dias atrás, quando o barzinho era recém-aberto... e não tinha descambado pra a esculhambação. Soube recentemente que tá virando "meio gls" enfim, se for da vontade de vocês beber vendo um monte de... vou ficar calado... vão. Eu não piso mais lá.
Até logo.
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