domingo, 3 de maio de 2009

Se tem uma coisa que sempre me chamou atenção, foram as mulheres, não a atenção "cara de cachorro babão" isso acontece com todo homem, atenção ao jeito delas, atenção à maneira que elas mechem no cabelo, que caminham, que agem, que sorriem... aquela coisa que sempre nos salta aos olhos. Nelas alguma coisa sempre vai fazer achá-las diferentes, especiais.

Eu sou meio idiota. Evito ser canalha, sempre busco me envolver emocionalmente com a pessoa. Sempre busco um pouquinho de romantismo, um pouquinho de nhenhenhé.
Sempre procuro uma coisa em comum, um detalhe na menina que me chame atenção, uma coisa que me faça desejá-la ao meu lado. Um jeito, uma coisa especial.
Numa dessas semanas furadas que estamos tendo com uma freqüência bem considerável tudo tava correndo da melhor forma pra mim, tinha saído na noite anterior, dormi além da conta, tinha acordado animado, e pra fechar uma jovem bem interessante tinha cruzado a minha existência.
Comecei do jeito que mais gosto. Contrariei ela pra ter sua atenção. Pra mim, a melhor maneira de se chamar a atenção de uma mulher, faz-se uma provocação, elas vêm tomar satisfação depois se age com delicadeza, é divertido, se faz elas se sentirem bem.
A conversa tava correndo bem. Eu elogiei sua sinceridade, falei da energia boa que ela me passava. Ela falou do meu sorriso. Falou de planos futuros. Disse que pretendia fazer vestibular para jornalismo. Eu disse que gostava de escrever. Fluímos juntos. Convidei-a para sair. Cinema.
Quando ela me apareceu emudeci. Que beleza... Mas o momento pra mim tava tão especial que conversar era desnecessário. Conversa, tava procurando a fluidez da converasa que aconteceu mais cedo e que tinha se escondido e eu não sabia onde. Acabamos permanecendo num maldito "e aí?" que até hoje me faz abrir um sorriso bem imbecil.
O filme era bem a minha cara, uma animação daquelas bem bobas, muito divertida (fica a dica, Montros vs. Alienígenas). Bom, me empolguei no bendito escurinho do cinema, a coisa correu bem, e até hoje eu considero um dos maiores erros meus ter avançado sinal ali, não vou mentir. Essas coisas acontecem. Mas o filme foi uma descontração excelente, saímos do maldito "e aí?" passeamos, conversamos, lanchamos, ela me falou como chegou a mim, confidenciou coisas da intimidade dela. Passeamos, conversamos, encontramos umas amigas dela, passeamos, conversamos. Minha musa teve que ir embora, levei-a ao táxi ela me deu um beijo que eu não correspondi como deveria. O meu segundo grande erro. Daí vem a coisa da minha grande burrice numa apresentação apoteótica. Ela tinha gostado de mim, eu ainda tava indeciso, procurando aos 44 do segundo tempo a fluidez que já tinha sido substituida por uma coisa muito mais bonita.
Depois daí ultrapassei a linha da idiotice tentando manter ao meu lado quem eu já tinha perdido, umas tentativas desesperadas já percebendo as intenções dela, fiz graça, mandei música. E depois de ouvir de várias maneiras diferentes que nossos planos não eram os mesmos e de levar um monte de toco implícito. Mudei o rumo das coisas. Achei uma musa nova (também não vou mentir) e eis que começa tudo denovo. Quanto à bela do cinema, uma lembrança agradável, um carinho imenso pela sinceridade e por um dos sorrisos que mais me chamaram a atenção.

Rafael Andrade
Escutem: Belief - Gavin DeGraw

Um comentário:

moh disse...

tu e tuas musas ein? :x