Uma coisa que eu detesto são dias que parecem improdutivos, meu pai viajou a trabalho e minhas responsabilidades triplicaram. Tou vendo que de sem tempo eu não tenho é nada. Desde gente com uma competência que faz gosto, até preguiçosos sem um mínimo de consideração pelos outros ou pelo que fazem. Ambos os casos tão me fazendo pensar, o primeiro faz gosto tanto ao zelador como ao presidente, acreditem. Ser recebido em uma sala, com um sorriso, um aperto de mão firme e saber que a missão foi cumprida dá uma tranqüilidade fora de sério. Como também saber que a pessoa foi imcompetente mesmo sabendo que a engrenagem que ela representa para com a sociedade interfere nas outras e atrasa o processo, estressa, tira sono e dá impaciência. E é muito pior quando você sai acompanhado de um sorriso amarelo, olhos de peixe morto, uma sensação de que está sendo debochado. Sabendo que todo esforço que você fez foi em vão. Dia desses eu tive um desaforo daqueles, duas horas sentado, de terno e gravata, numa sala quente, sem televisão, jornal, carta capital, caros amigos, veja, istoé, época, quem, contigo ou caras. Para saber que o preguiçoso que tava designado a cumprir a missão não a havia cumprido ainda... Mas, aprendi a ser paciente. Apenas adverti essa pessoa. Virei as costas entrei no carro, folguei a gravata, coloquei o CD do Orishas que tem me acompanhado diariamente (escutem, excelente). E como não podia ser difrente, comecei a pensar, ás vezes tenho medo desses meus devaneios... Qualquer dia ainda vou ter um problema por causa disso... ou não. Comecei a pensar na questão do jovem no primeiro emprego, na dificuldade que temos em passar uma imagem de competentes, de confiáveis. Me olhei no espelho, rosto e cabelos queimados de Sol, 18 anos de idade, um gás enorme pra diversão se contorcendo pra demonstrar e estabelecer confiança nas pessoas... Será que a aparência era tão importante assim?
Fui em casa, tirei a fantasia de pingüim, peguei minha irmã no colégio, e fui com ela ao trabalho de minha mãe, já eram 16:30 da tarde e eu ainda tinha a pendência do incompetente pra resolver. Elas iam comprar roupas. Tudo perfeitamente planejado. Eu as deixava na loja, resolvia isso e dormia tranquilo. Resultado. Tomei um chá de sofá na loja e nada de resolver meu problema... Que a essa hora já tava enorme.
Me acalmei, e comecei a observar a loja. Mulheres meu objeto de estudo preferido... (Pena de você leitor... pra mim o texto começa agora)
Mulheres em um dos momentos de maior felicidade que elas possuem, as famosas "comprinhas" e observe que eu estava ali na hora do rush, muitas delas chegadas de trabalhos, faculdades. Todas desopilando. Achei fantástico! Comecei a buscar uma musa para admirar na loja. Enquanto isso fazia amizade com um guri de 7 anos que tava com a roupa do futsal do colégio. E que infelizmente já tinha sido influenciado pra torcer pra o São Paulo...
Bom não achei uma musa para minha admiração secreta, mas achei uma que constantemente me olhava. O que era muito bom, abri o sorrisão. Ela virou o rosto, das duas uma, ou eu tinha um feijão no dente, ou ela tava envergonhada. As meninas terminaram as compras, fomos pra casa. Eu fui treinar. E, foi-se minha quinta-feira.
Comecei a pensar nas técnicas de conquista usadas por nós com o mulheril. Eu tenho apenas uma premissa que considero infalível. Usar de uma conversa interessante para estudar meu alvo com todo o cuidado enquanto gero um mistério quanto a minha realidade. O resto costuma acontecer sem muito "pensar sobre". Tudo isso perguntando naturalmente sobre ela, observando se ela pergunta sobre mim, se está interessada em mim e na conversa. Assim qualquer falha é facilmente corrigível mesmo que tenhamos que entrar na temível "friendship zone".
Rafael Andrade, agradecido pelos elogios e pela consideração de todos.
Um feliz dia das mães.
Um comentário:
purboutAlém de lindo, escreve muito bem.
Parabéns ;*
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