sexta-feira, 2 de julho de 2010

Amor, Brasil!

Uma coisa hoje me tirou do sério, e não foi a eliminação da seleção da copa. Isso é do esporte, nem sempre o melhor e mais bem preparado vence, são humanos não robôs. Me irritou ver pessoas que nunca praticaram esporte algum, muito menos o futebol, que acham que porque freqüentam uma academia são capazes de se comparar a atletas. Nessas horas de aperto, todo mundo é especialista, técnico, todo mundo entende e adora criticar.
Uma das críticas que ficam no topo do ranking diz respeito ao salário dos atletas, que além de terem que ser exemplos, impossibilitados de falhar, pelo esforço, por tudo que passaram. Pelas vezes que acordaram de madrugada e festas que perderam, pelas dores musculares. Não devem ganhar tanto. E que todos, quando começam a cair, saem do auge. Devem parar de treinar. Parar de competir, afinal já são milionários. não devem mais nada a ninguém.
Quero falar de amor ao esporte. Se nossos jogadores tivessem decidido se tornarem atletas apenas pelos salários. Vou lhes dizer, eles não estariam usando aquela camisa. Na verdade, não teriam nem começado a busca por galgar nessa carreira. Houveram falhas, normais. Eles não perderam a honra ou foram diminuídos de sua capacidade. São atletas fabulosos e muitos têm histórias emocionantes. São homens de verdade.
Eu nadei alguns anos de minha vida e não me importo quando me chamam de apaixonado, porque tenho uma bandeira no quarto ou porque choro, sorrio e me emociono além da conta. É amor ao esporte. É saber o que é defender uma delegação, o peso que tem. É sentir o que cada um deles sentiu para estar ali. Chorar no hino. sorrir na vitória e sentir a derrota.
Lembro de César Cielo sempre, um gigante da natação mundial, quando quebrou os recordes nas olimpíadas e, já no pódio, quando nosso hino começou, se derreteu em lágrimas. Jade da ginástica, Júlio César e Robinho hoje que também choraram.
Isso é amar o esporte


Acredito que uma a cada três de minha leitoras já passou por isso.
Um carinha apesar de todos os indícios verbais e não verbais de que você não está atraída por ele, insiste em você. Te tratando como realmente o último biscoito do pacote, cheio de romantismos e moralidade, diz que você é a mulher da vida dele e desde que tudo isso começou não só não se envolveu com ninguém, como também não largou do seu pé e é provável que tenha tornado-se, e até mesmo pedido, com argumentos incontestáveis, para ser seu amigo.
E você achava que ia tudo bem, mas um belo dia ele decide dar piti, chora e põe sua ilusão de vida tranquila abaixo.
Essas coisas me lembram mulheres bem resolvidas. Aquelas que dão em cima, te ligam, pagam o motel, depois se livram de você, e nem pra ligar no dia seguinte.

Isso tudo me fez lembrar uma coisa que me aconteceu há mais ou menos um ano.
Viajei pra Brasília para a formatura de um primo. E vi o perfeito exemplo da mulher bem resolvida.

Na casa de meus tios, graças a uma luz divina, meus primos decidem sair pra um barzinho pra tomar umas cervejas e passar o tempo. Era isso ou não ter a desculpa pra não acordar e passar os outro dia inteiro no conjunto nacional e no taguatinga batendo perna. Enquanto tomávamos o rumo do Paranoá, parou um pálio do nosso lado com uma morena dentro. Soltei um beijinho, instintivamente.

Momentos de tensão na Capital.

Ela abaixou o vidro, perguntou, entre outras coisas, pra onde iríamos, e, além de tudo, pediu meu telefone.
Daí eu captei a cilada (mentira) e disse que távamos indo pruma conveniência, tomar umas cervejas. E, retardado, dei o número certo do celular, minha sorte foi ter "esquecido" de dizer que não era de lá.
Chegando no barzinho, ainda tive um momento de pânico, um pálio igual ao dela estacionou lá mas graças a Deus uma loira, que era normal, saíu dele, com umas amigas normais também. Deve ter sido sinal divino...

Provavelmente, se eu agisse como o amiguinho das senhoritas, gostaria disso, mas não.

Ah pá ...!, no dia que eu der uma de menininha pra conquistar uma mulher, mudei de lado. O mundo vai tá de cabeça pra baixo

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