domingo, 10 de janeiro de 2010

Meio dia de um domingo, café com leite em mãos, a Veja. O notebook e eu. Escrevendo, tentando me organizar. Meu 2010 começou bem diferente, digamos. Briguei com a namorada em nossa virada, no dia primeiro um bêbado conseguiu engavetar três carros de minha família em frente à minha casa. Daí, segue-se um fim de semana meio maluco. E minha mente em relação a relacionamentos ainda tá pouco trabalhada, fiz lavagem cerebral, aprendi a somente deixar acontecer e esqueci que o relacionamento são duas pessoas se conhecendo. No domingo, vem a notícia: "temos que conversar". Se vocês soubessem o que se passa em nossas cabeças quando soam essas palavras. Acho que cada cara (normal) nasce com essa fobia, de berço. Uns chamam de medo de perder, medo do desconhecido, "como vai ser a conversa, e se a gente acabar, como vai ser voltar a ser solteiro". Nada disso, insegurança mesmo. O problema é que todos somos inseguros. Elas disfarçam. Medo de ser solteiro... hehe... Não. "O problema é que eu gosto dela de verdade..." Minhas palavras pra minha mãe no domingo passado. Dizem muita coisa, né? Meu humor fino, como diz Pryscilla, começou a trabalhar de cara em meio às porradas que levei na barriga por conta da gastrite estérica, se fosse nervosa seria mais calminha, dizia que achava que morreria aos cento e poucos anos, morto por um marido ciumento, tou vendo que vai ser uma úlcera... morrendo de rir. Foram 50 gramas de omeprazol pra acalmá-la. E isso só por conta de palavras... Praticamente não dormi do domingo pra a segunda. Fiz minhas coisas na segunda. Aí uma surpresa, noto ela seca. Mas que me pede pra pegar uma música linda. Descobri o que é entrar em parafuso. Nada haver com a conversa que teríamos.
Primeira decisão. Vou pra a praia. Se curtir, pensar nisso. Depois eu termino... O problema é que eu não queria isso. Ficaria em João Pessoa. preenchendo meu tempo com coisas minhas. Conversando com bons amigos, que se mostraram bem compreensivos. "Gosto mais de você solteiro, cara..." , "Gato, não fica assim, tem gente aqui que quer muito teu bem". Alguns simplesmente me escutavam e diziam que eu era bem resolvido, me conhecia. Que de qualquer jeito estaria bem. Mas que tavam comigo pra tudo (me emocionei, senhores =]). Notei que nenhum deles ia, mesmo que tentasse me influenciar. Fiz coisas bem minhas, tentei entender a lógica do tempo, só consegui depois de alguns dias. Testei-a essa foi uma parte engraçada. Vi a confusão dela. Aí entrou em cena o Rafael compreensivo, passei a deixá-la pensar, me fazendo presente, oferecendo ajuda. Demonstrando que tava ao lado dela. O engraçado é que eu fui chamado de inocente, (sei que tem gente que vai rir alto disso, por isso deixei aí). O jogo começou, vou levar algumas tapas, mas eu tava precisando jogar. Faziam 3 meses. Foi um retorno e tanto. Primeiro passo, ciúmes. Sentimento seboso, mas era necessário. Contar os detalhes que a deixariam com ciúmes de minhas saídas, provocá-la com as palavras certas. Deu certo. É o que eu posso adiantar. Realmente não gostei de ter feito isso. Conheci gente nova, brinquei de seduzir, joguei com meus amigos com provas interessantes. Mas minha mente tava nela. Entendem? Me testei também. Eu gosto dela.
A minha irmã moralista foi a primeira a querer me matar. Terminamos a discussão abraçados, comigo dizendo-a que ficaríamos bem, que eu nunca machucaria Ana Luísa.
Até que, vi, que realmente ficaríamos bem. E que, isso serviu pra nos fortalecer.

Acho que eu mudei. Não nessa semana. Me sinto uma pessoa melhor. Tenho mais a contribuir com o mundo.

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