terça-feira, 4 de agosto de 2009

E o nosso preconceito?

Tava conversando uma manhã dessas com uns amigos e eis que o destino nos presenteia com uma sereia com trajes bastante provocantes. E não vou negar, olhamos. Depois de quase que transportados para uma dimensão externa de perfeição e tranquilidade, o único problema foi nesse trânsito termos nos esquecido qual era nosso assunto anterior à passagem da bela dama. Após nosso momento colírio. Para a minha tristeza e desilusão, um amigo, o qual chamarei Ned. Soltou um comentário nada maduro ou educado. Vamos e venhamos, nós homens todos gostamos de ver moçoilas vestidas de forma voluptuosa, isso é fato. Mas, infelizmente, alguns de nós expressa isso de uma maneira horrível, a qual eu atribuo ser condicionante justamente a falta de relacionamentos e relações maduras, com relações quero designar encontros casuais e adjacências.
Nas palavras de Ned:
_Se liga. Essa aí tem jeito de ser... . Isso depois de um show tem cara de que vai brincar de cavaleira.
Dei um sorriso amarelo para o não tão "sangue azul" Ned e mudamos o assunto rapidamente.
Infelizmente, Esse preconceito existe e a porcentagem dos não tão nobres rapazes não é de maneira nenhuma desconsiderável. Apenas vale o comentário pra sacanear com você leitor(a), espero que mais um "sangue azul", e fazê-lo perder a linha do texto inserindo uma bobagem no meio de minhas idéias. Com esses rapazes de sangue não tão azul, sobrarão mais moçoilas lindas, delicadas e inteligente para nós. Comemoremos.
Esses tipos de comentários surgidos devido à maneira voluptuosa de vestimenta adotada por algumas damas, são de uma sacanagem sem tamanho. De modo geral posso afirmar que meus leitores são todos jovens, cabeças aberta e etc. Mas infelizmente alguns de nós (nosso pequeno Ned, por exemplo). Insiste em agir quanto a relações casuais, maneira de expressão das pessoas e outras coisas de maneira quase que tão escrota como nossos bisavôs. O machismo é uma grande merda, mas esse tipo de coisa vai além. O preconceito é real. Mas cabe a nós pensarmos um pouco quanto a esses pequenos comentários. Suponhamos que estamos acompanhados de amigos em uma classe, e passa uma pessoa com comportamento que a nós é estranho, basta que paremos para pensar um pouco antes que qualquer tipo de bobagem saia de nossas cabeças de bagre. Evitaremos ser idiotas. (e o pior, sermos tidos como idiotas).
Deixar de ficar com alguém por quem se sente atraído porque a pessoa tem a cor diferente, a religião diferente, ou simplesmente por que você acha que tal pessoa não seria bem aceita no seu mundinho é umas das coisas mais imbecis que ainda fazemos. Não é bacana pra a gente que deixa de viver uma experiência que pode ser interessantíssima. Não é bacana para a pessoa que sofre o preconceito, qualquer que seja ele. Acredite, quem age com preconceito pode esquecer o que fez e o que falou. Mas aquele que sofre o preconceito dificilmente esquecerá, e possivelmente irá passar pra frente, jogando cada vez mais essa merda toda no ventilador.


Rafael Andrade

Um comentário:

Mauro Castro disse...

Tirei a tarde chuvosa de domingo para visitar o maior número possível de blogs amigos do Taxitramas. Uma empreitada e tanto...
Há braços!!