sexta-feira, 17 de julho de 2009

Simplesmente atleta

Fazia tempo que eu queria escrever aqui sobre um dos meus maiores amores. E é com um gosto enorme que eu escrevo, tou até emocionado... Os esportes, a água, o cloro. Minha vida de atleta.
Acordar às 4:30 da manhã, feliz, saltitante aos 10 anos de idade não é nada normal. Ainda por cima quando essa criança tá pra cair numa piscina. Eu era (na verdade ainda sou) assim. Até hoje desconheço meus limites. Ou se os conheço eles são quebrados todo dia. Ter parado com a natação por conta do vestibular é até hoje considerada por mim uma das maiores burrices de minha vida, que não se repetirá de maneira nenhuma. Apesar de hoje não ter mais condições de treinar as benditas 6 horas diárias. E (graças) ter sensação parecida com um treino puxado de musculação. Quando encontro tempo. Ligo pra meu treinador e peço que ele me salve de minha rotina. "Pode me matar aqui, eu morro feliz!" "Quando acabar o treino, chama o SAMU, que eu vou dar meu sangue nessa piscina." "O segundo colocado é o primeiro dos perdedores."São frases que até hoje tenho em minha mente.
É uma sensação inexplicável. sentir a água passando em seu corpo. Saber que ali o mundo desaparece. Que a cada braçada. a cada milésimo de segundo. A cada momento que a dor muscular aumenta, que a força falta, que a pernada passa a ser inexistente. É como um grito mudo. Um clamor por socorro, a pergunta constante "o que eu tou fazendo aqui?". a lembrança das palavras de teus pais, de teu treinador dizendo que tu não ganharias, que eras incapaz, pra gerar raiva e desejo de vencer em ti. De teus amigos. Todos eles nessa hora num momento único. Tornando-se um só contigo. Aí pára-se para tomar uma respiração. E visualiza-se todos eles. Tua força volta. Tuas pernas renovam-se. Tua capacidade aumenta. Tua força de vontade supera tudo. E, após aproximadamente 58 segundos. Tu sais da água com uma sensação de letargia. Mas com um sorriso no rosto. Grita-se. Chora-se. Tuas lágrimas e a piscina são uma só. tu e a piscina são um só. Tu és nadador

Faz uma semana, aqui em João Pessoa aconteceu uma chacina. Terrível por sinal, mas não vou entrar nesse mérito, até porque saturou.
Quero falar da mídia do estado que conseguiu passar uma semana e meia falando disso. Foi pior do que a morte de Michael Jackson. Como pode-se ser tão descarado a ponto de usar a condição de seres humanos portadores de sentimentos das pessoas gerar inclusive necessidade de haver depredação de uma casa que poderia ser habitada por desabrigados. De gerar o desejo de morte, vingança na população, tudo isso por ibope. É terrível.

Os problemas (ou soluções) em não se saber dançar.
Hoje em festas é difícil não haver pelo menos um DJ mixuruca. Principalmente porque todo mundo gosta de música e dançar é bom. Mas, e quando a gente não sabe dançar? Pois é... essas horas só não adianta ficar reunido em grupinho, bebendo em pé e esperando por atitude das meninas. Uma volta pela pista, sem muito compromisso. Tem menina dançando? Bom. Ela te olhou? Melhor. Você não sabe dançar? Não se preocupe. Faça um coração com guardanapo (ou aquela rosa). Peça dois dedos de prosa a ela, explique sua situação e diga que ela chamou sua atenção. Elogie o jeito que ela dança, como meche no cabelo, como fecha os olhos. Apresente-se. Tente dançar com ela. Se você conseguir, muito bom trata-se de uma gata milagreira. Se não, chame-a pra conversar. Conversem, troquem telefones. E se sua pessoa achar que rola o rolo...
E em festas familiares? Essa pergunta é constante. A criatividade aí é fundamental... Festas de gala, casamentos, bodas, etc. Geralmente são cheias de delicinhas quase conhecidas mas por conta das famílias presentes há um travamento generalisado na cuecada. Chegar na mesa dela é complicado. Você vai precisar de ajuda meu querido. Reuna-se com a cuecada da festa, por mais estranhos que eles lhe sejam, peça a uma alma conhecida sua que lhes apresentem. Seja simpático e adquira a confiança deles. Sentem-se numa mesa. E faça os chamar as meninas para essa mesa. Fez isso? Agora espere uma música que sua brota pareça gostar e chame todos na mesa para dançarem. Entrem no meio da coroada dominante na pista E dancem, baguncem façam passinhos. E peça à banda que toque forró. Simples. Se você for como eu. Vá direto a ela. Seja seguro, simples. depois de algumas músicas chame-a pra conversar no sofá da recepção. Antes de se despedirem pegue o telefone dela. Não é difícil e é bastante natural. Lembre-se que as oportunidades sempre são manipuláveis.

Rafael Andrade

2 comentários:

Mauro Castro disse...

Nadar é tudo de bom...
Há braços!!

Cris Silveira disse...

Primeiro, fiquei admirada com tamanha segurança em ir direto à menina na hora do forró. Depois, em pedir o número do telefone dela (espero que tenhas ligado). Gostaria que todos os meninos fossem assim, tivessem uma boa conversa, não bocejassem enquanto conversam conosco(" fala aí que eu tô com sono "). Só espero que suas verdades também não sejam manipuláveis. =/

Abraços
=]