sexta-feira, 14 de março de 2008

Ensaio

Fidel, e Cuba?

O nome Fidel Castro, até uns anos atrás, soava para muitos como uma coisa transcendental, uma espécie de leão na mais majestosa possível dentre as utilizações dessa comparação. Afinal era essa a imagem exibida para o resto do mundo, que tinha Cuba como uma ilha que não era atingida pelas mazelas do capitalismo.
Quando enfim Fidel deixou o governo cubano, pensamos: A qualidade de infra-estrutura que existe no país se manterá? Seu excelente sistema de saúde permanecerá? A educação e o esporte continuarão os mesmos? Acredita-se que sim, mas o que está por vir é uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos cubanos que, por exemplo agora, podem comprar DVD players e computadores para as suas casas. Cidadãos que não necessitarão mais ser humilhados na busca do "sonho capitalista" depois da fronteira.
Fidel foi um governante notável e podemos tirar essas conclusões pesquisando tudo o que fez pelo seu país, por exemplo a fantástica defesa que elaborou enquanto estava preso por conta de suas lutas contra a ditadura (A história me absolverá). Porém, em seu governo esqueceu que qualidade de vida implica em boas condições econômicas, sociais e psicológicas, e, se houvesse essa qualidade de vida em Cuba, não haveriam tantos cidadãos cubanos clandestinos nos Estados Unidos.
Plagiando Roberto Pompeu de Tolêdo, acredito que após sair do governo Fidel se sentirá entediado, e irá desfrutar de sua aposentadoria nas praias de Miami.

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